É Chato

By Quinto Andar

Released on September 23, 2004

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[Intro: Gato Congelado & De Leve]

Esse é o...

Quinto Andar

Quinto Andar

Quinto Andar

Esse é o...

Quinto Andar

Quinto Andar

Quinto Andar


[Verso 1: Gato Congelado]

É chato

Relembrar o passado em certos momentos presentes ao futuro que me resta

O pensamento avulso em busca da resposta que divide o que realmente presta

O que presta?

Pra que cuspir pra cima e por em risco a própria testa?

Afinal

Jurar de pé junto que o "Quinto" não é o assunto na roda que o gira a espera da festa?

Brincadeira

Esse cara da voz fina só fala besteira

Minha voz é fina, mas já agradou faxineira na beira da feira

Eu gosto quando alguém reclama

Minha preocupação é tanta em relembrar o pior do ano dizendo que é freestyle, decorado

Não tô atrás de fama

Fazer direito não significa que posso dormir e sonhar que um dia lá fora

Eu vejo alguém dizendo que me ama

O certo você já deve saber

Que o pé que usa Timber é o mesmo que usa Havaiana

Nem sempre é bom cair da cama

Escutai risadas

Estão rindo de mim? Pra mim?

Ou só pra amaciar a dentadura?

Investimento misto ao castigo

De vagabundo visto de olho ao que visto, sem maldade insisto

Que pedra dura quando fura

Assisto raro ato de heroísmo no hip-hop sem mistura

Gato por gato

Respeito acima das partes sensíveis ao réu conformado ao fato

De não ter visto pastel nenhum chegar a minha altura

É chato


[Verso 2: Lumbriga]

Chato mermo deve ser ouvir dos outros:

"Ao Lumbriga vida longa"

Sem nenhum mistério diferente através dos versos a conversa se prolonga

Por dia, por anos, e até por milênios

Eu não queria ganhar nenhum prêmio, mas quem sabe o Grêmio Recreativo

Quem sabe alguém mais criativo, nessas horas sempre ajuda

O tempo passa, a vida passa, tudo passa e nada muda

Quando se para no meio do tempo vê-se que tudo mudou

Tudo que eu tinha encontrado essas horas já se desencontrou

É difícil saber quem eu era, mas é fácil saber quem eu sou

Quando escuto "Mellon Collie" do Smashing Pumpkins

Me lembro uma velha noite no camping, mesmo sabendo que eu nunca fui

Um sonho é o único meio de se dar a alguém o que esse alguém não possui

Sonhar é como ter concluído algo que ninguém conclui

Sabendo que mesmo fraco o sangue da minha veia ainda flui

E flui com vontade

As vezes a maldade se confunde com bondade

No fim da historia tudo se divide com facilidade

O bem é o bem e o mal é o mal, mas todo mundo se sente a vontade

Não vou lutar por igualdade, se bem que ia ser um belo sonho

No fundo, no fundo eu adoro minha cara de bisonho

Do mesmo jeito que adoro os verso que componho

Pena que minha cara eu só posso ver quando olho pro espelho

Eu agradeço de fato ao meu pai aos conselhos

Meu olho vermelho nem sempre é sinal de baseado

Mesmo tendo-me baseado no tudo ou no nada

Quando sinto falta de alguém eu me escondo embaixo da velha escada

Que tem me levado ao andar onde hoje me encontro

Eu aponto no fim do corredor, onde ninguém me espera só com dois conto

Pra comprar um caderno e uma caneta, material necessário pra gravar "Nem Te Conto"

As vezes eu fico meio tonto

Por pensar que sou uma caixa de música movida a corda

Mas como eu falei no começo, não passa de um sonho

Acorda!

[Refrão: Lumbriga & Gato Congelado]

Escrito com Bic de escrita fina

A letra vai pras mina, sem esquecer os parceiro

Falando nisso, Congelado, amigo da voz fina

Não desafina na quina redonda quando existe

É como quem insiste

Que vai viver de rap, e não desiste

Escrito com Bic de escrita fina

A letra vai pras mina, sem esquecer os parceiro

Falando nisso, Congelado, amigo da voz fina

Não desafina na quina redonda quando existe

É como quem insiste

Que vai viver de rap, e não desiste