Released on October 1, 2011

Thumbnail

[Letra de "Meninos" ft. Rashid & Correria]


[Intro: Projota]

Que todos eles me ouçam agora


[Verso 1: Projota]

Se faz a luz, deitado em berço não tão esplêndido

Quanto quer foi escolhido a dedo, alimentado na fé

Seus pés pequenos crescerão, seus atos tecerão

Seus destinos meninos são nossa ressurreição

Obras divinas que portam sonhos e sinas

A nova chance de uma correção, limpeza das latrinas

Um suspiro em meio ao caos, sementes de maus ou bons caminhos

Meninos gostam de meninas, meninos disputam espaço com outros meninos

Donos do mundo e vão cobrar seus inquilinos (né, não?)

Nem todos vencerão o pódio não é grande o bastante

E poucos podem pisar nesse chão, então eles se armarão

Se encherão de vida ou de morte, os com menos sorte cairão

Hoje eu falo de vida pra que vida sejam os meninos

E os meninos sejam bikes nas avenidas


[Refrão: Projota]

Tantos meninos vem

Tantos meninos vão

Tantos meninos tem

Tantos meninos não

Tantos meninos sem

Tantos meninos são

A esperança desse mundo sem noção (irmão)

Tantos meninos vem

Tantos meninos vão

Tantos meninos tem

Tantos meninos não

Tantos meninos sem

Tantos meninos são

A esperança desse mundo sem noção


[Verso 2: Correria]

Sem direito à infância, vivendo na ignorância

Desde cedo lhe tiraram o direito de ser criança

Vivendo então no farol, seja na chuva ou no sol

Não teve oportunidade, são sabe o que é futebol

Se divertir? Hilário! Função? Com os malabares

Cresceu se acostumando em vielas e bares

Habitat normal vem dos seus genitores

Traficante e ladrões que são seus professores

Sua formação ninguém sabe, como será o seu fim?

Certeza absoluta pode ser bem ruim

Queria deixar essa vida, não encontrou a saída

Com certeza mais tarde, outra noite perdida

Alucinado, drogado, menino anda assustado

Não sabe do seu futuro, triste foi seu passado

Não frequentou a escola, não sabe nem escrever

Na minha reflexão, meninos vão falecer


[Refrão: Projota]

Tantos meninos vem

Tantos meninos vão

Tantos meninos tem

Tantos meninos não

Tantos meninos sem

Tantos meninos são

A esperança desse mundo sem noção (irmão)

Tantos meninos vem

Tantos meninos vão

Tantos meninos tem

Tantos meninos não

Tantos meninos sem

Tantos meninos são

A esperança desse mundo sem noção


[Verso 3: Rashid]

São mais de 12 horas, menos de 12 anos

Pra por 12 molas no pé, de 50 mil manos

Dezenas não, centenas não, milhares que vão suando

Pra alimentar a demanda dos paquitão'

Que tão montando império, do sofrimento alheio

Cifrão pra quem explora, e ameaça sem receio

Não dão a mínima, pra quem não tem mais esperança

E apagam o brilho de quem ainda sonha com o recreio

Em vão, sem bolacha na lancheira

Irmão, sem brincadeira, sem rolimã na ladeira

Missão descrição, esquecer o mundo e trabalhar

Saber que 'tá fazendo o sapato que ele próprio nunca vai usar

Soldadinhos de chumbo em seu posto

Odeia um milhão de pessoas que nunca sequer viu o rosto

A seu posto, se matar parece o melhor a fazer

Impossível! Quem não vive não pode morrer

Então


[Refrão: Projota]

Tantos meninos vem

Tantos meninos vão

Tantos meninos tem

Tantos meninos não

Tantos meninos sem

Tantos meninos são

A esperança desse mundo sem noção (irmão)

Tantos meninos vem

Tantos meninos vão

Tantos meninos tem

Tantos meninos não

Tantos meninos sem

Tantos meninos são

A esperança desse mundo sem noção