Released on April 1, 2016

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[Letra de "Bane"]


[Verso 1]

O Deus e o Diabo comeram-se

Deram-me à luz depois despediram-se

Deixaram-me no escuro e muito se divertiram

A ver me andar à toa à procura de um motivo..

Eu sou um bom menino, cresci num quarto escuro

Nem havia luz e os olhos já viam tudo

Segui a minha voz e ela contou-me o mundo

Viajei trinta séculos sem passar um segundo

Senti o cheiro a estrume, enxofre, gás de estufa…

O chão eram brasas, sabiam a pantufa

Não havia outras casas, talvez a de uma bruxa

Dava-me poções mágicas e pedaços de fruta

Deviam ser maçãs, tinha duas rãs

Nem imaginas como aquele chão da casa range

Usava collants e uma saia de panos

Tinha sempre medo quando ela fazia o lanche

Dentro do caldeirão não sei o que ela agitava

Ardia a madeira enquanto o fogo escaldava

Toda a sexta-feira às seis da tarde ela ligava

Pa' eu ir beber com ela o chá de ervas que ela plantava

Dread eu ria à brava enquanto ela dava estaladas

Ficava tão confuso, pensava q’ali morava

E ela aprimorava a sopa da pedra escaldada

Só p'a bater na certa ela dava me às colheradas…

Bruxa malvada…


[Refrão]

Eu recebia espíritos na minha cabeça, na minha cabeça, na minha cabeça…

Era bué da químicos na minha cabeça, na minha cabeça, na minha cabeça……

Cada vez que eu lá ia eu vinha do avesso, vinha do avesso, vinha do avesso…

Até que eu aprendi que até no frio eu me aqueço, no frio eu me aqueço, no frio eu me aqueço……

Pa tu veres o estrilho basta ires uma vez, ires uma vez, ires uma vez…

Eu sou Bane, o filho, Peña Duro o meu berço, duro o meu berço, duro o meu berço……