Released on January 21, 2003

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[Verso 1]

Prevejo o obscuro a penetrar no vosso [turno?]

[A princípio?] é cor de rosa

No fim, a espinha é grossa

Cenas que não aturo

Se for preciso, até censuro

Não sigo o vosso padrão

Por ser o mais escuro

Perduro, ciente que não tenho alternativa

Nesta vida não nos mostra

Perspetiva alguma

Pode ser

Que a minha se resuma

A fazer aquilo que tu nunca

Se acostuma

Caminho é p'ra forca

Eu faço, à força

E sai do habitual suicídio, que é em massa

Vontade, é pouca de viver como um recluso

E ter a minha cabeça nesse tipo de concurso

Converso, sempre, um pouco controverso

Observo a órbita

Guiando-a sempre em sentido inverso

Valor pela capa, justiça pela faca

As pessoas só dão valor àquilo que se destaca

A paca transforma talentos em cunhas

Rezem testemunhas e comunas em fascistas

Condicionados pela condição, contradição

Aprendemos com a vida

Mas não usufruímos da sua lição


[Refrão]

Penso, existo

Desconfio, resisto

Amando esta merda, mas ficando farto disto

Não desisto enquanto não fizer o que eu quero

O único objetivo que eu tenho é ser sempre sincero

Porque eu

Penso, existo

Desconfio, resisto

Amando esta merda, mas ficando farto disto

Não desisto enquanto não fizer o que eu quero

O único objetivo que eu tenho é ser sempre sincero

Porque eu


[Bridge]

Penso

Existo

(Foda-se)


[Verso 2]

À espera, que algo mude

Tipo a gente [desilude?]

Uns olham para mim, não conhecem

Dizem que sou rude

Diz a ética que se dá

O benefício da dúvida

Caso contrário toda a gente

É inocente

E tens dúvidas ou duvidas

Que essas pessoas, são estúpidas

Dívidas, e todas

Um pouco fragilizadas

Por emoldurados

Interessados em fados, ditados

Que agora somente jazem deitados

Aquilo, que dizes, que pensas, ou que fazes

É o que te atraiçoa e o que te faz

Sentir capaz

Rapaz, afasta a [malta?] de gente do contra

Que te deita abaixo só para subir o valor da sua conta


[Verso 3]

Nesta floresta

Que mentes, infesta

Dizer o que sinto

É tudo o que me resta

Pessoas, frágeis, presas por pedir [?]

Com decibéis a mais na vida

E [cessa?] essa batida

Tipo 13º mês anual de paycheck

Enganam mais otários

Tipo ao vivo, em playback

Logo cheque do ordenado, não assinado

Mais um homem de família que passa o mês, esfomeado

Ou o coração aquece, e o sangue ferve, foda-se

A dor de não ter não esquece o sentimento muda-se

Mas eu continuo ligado

Nem que seja ao de leve

Que é com esperança que a minha vida

Se descreve


[Refrão]

Penso, existo

Desconfio, resisto

Amando esta merda, mas ficando farto disto

Não desisto enquanto não fizer o que eu quero

O único objetivo que eu tenho é ser sempre sincero

Porque eu

Penso, existo

Desconfio, resisto

Amando esta merda, mas ficando farto disto

Não desisto enquanto não fizer o que eu quero

O único objetivo que eu tenho é ser sempre sincero

Porque eu

Penso, existo

Desconfio, resisto

Amando esta merda, mas ficando farto disto

Não desisto enquanto não fizer o que eu quero

O único objetivo que eu tenho é ser sempre sincero

Porque eu

Penso, existo

Desconfio, resisto

Amando esta merda, mas ficando farto disto

Não desisto enquanto não fizer o que eu quero

O único objetivo que eu tenho é ser sempre sincero

Porque eu

Penso

Existo

Desconfio

Merda

Mas ficando farto disto

(F-F-Farto disto)