Espelho

By PlayerDaKing

Released on February 13, 2020

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[Verso 1: Player]

E é estranho ver como hoje o tempo passa

Eu vivo pesadelos dentro de casa

Como se a alma saísse do corpo e eu me ausenta-se

E fico a rir de situações que já não tem graça

Eu, dou por mim em frente ao espelho a falar comigo

Espera, se espelho existes 'tou a falar contigo

Talvez porque desde pequeno foste o meu único amigo

Eu acho que saí ao meu pai visto que acabei sozinho

Quando ficas cego por alguém achaste sempre o culpado

E fazes tudo por amor mesmo sabendo que não dá

É estranho, mesmo sabendo que não há respeito

Ficas com a esperança que vais sempre voltar

Tomares-me como garantido foi uma indecência

Consegues insultar a tua própria inteligência

Tu já não brilhas ficas só na intermitência

Entre seres adulta ou viveres para sempre na adolescência

Eu, vou te ignorar duma maneira tão violenta

Ao ponto de questionares a tua própria existência

Pensa, não vivo mais em prol de indecisões

Cansei de viver um monólogo a dois

O teu amor é amor de actor não se diz que é amor à toa

E eu no amor sou amador porque só amo o que me magoa

Por mais que hoje me doa, amanhã não soa a nada

Cansei de ser a pessoa certa e só ter pessoas erradas

Promessas canções e fábulas, decisão tomada

Se há uma relação forçada há uma opinião formada

Posso não ter aprendido mesmo com a lição estudada

Hoje se te atrasas no pagamento, relação cortada

Só ficou pela metade a vida de amor que não me deste

Bem vinda amor ao modesto, mundo onde tudo é um teste

Dei p'ra ti tudo e a tua atitude foi tipo deixares-me, cresce!

Errar é humano mas tu eras um extra-terrestre


[Refrão: Hugo Baptista]

Desta vez, eu não irei

Viver o que tu não és

Não vivo se tu não és

Desta vez, eu tentei

Pedir p'ra me contares a verdade

Conta-me a verdade

Desta vez, eu não irei

Viver o que tu não és

Não vivo se tu não és

Desta vez, eu tentei

Pedir p'ra me contares a verdade

Conta-me a verdade


[Verso 2]

E ela dorme o dia inteiro acorda e chora no chuveiro

Numa vida da qual hoje sou um forasteiro

Já nem cabem mais beatas no cinzeiro

Ao lado do colchão onde outrora fomos prisioneiros

A noite traz melancolia a nostalgia dura há dias

E eu sentado aqui a olhar fotografias

A tua calma é sombria, a tua face é escura e fria

E esse negro em volta dos olhos que já nem um futuro viam

Quantas vezes tu disseste que ia acabar sozinho?

E depois de me atirares isso à cara tu continuaste comigo

Porque choras? para parar de gritar contigo

É difícil porque o lar onde eu cresci só havia gritos

Medito em silêncio no vazio que me deixa constrangido

Eu tenho ouvido que tempo é o melhor antídoto

Lembro-me do dia em que um carro desconhecido

Levou o meu melhor amigo

E agora vivo como se isso fosse derrota

E a dor que hoje suporto foi o que me trouxe revolta

Só queria uma chance mesmo que fosse remota

Outra hipótese de o abraçar mas ele não mo trouxe de volta

Espelho, nem sempre faço aquilo que devo

Amargura e agonia é o que se reflecte no que escrevo

E a ti confesso este sofrimento é complexo o que escrevo

Vejo o reflexo do meu corpo

Que está possesso pelos meus medos

Um dia, vou ganhar coragem para dizer na cara

Tudo o que eu penso das pessoas que só me causam mágoa

Se pegar fogo não tragam água

Tenho moral p'ra aguentar

Venham os 7 anos de azar


[Refrão: Hugo Baptista]

Desta vez, eu não irei

Viver o que tu não és

Não vivo se tu não és

Desta vez, eu tentei

Pedir p'ra me contares a verdade

Conta-me a verdade

Desta vez, eu não irei

Viver o que tu não és

Não vivo se tu não és

Desta vez, eu tentei

Pedir p'ra me contares a verdade

Conta-me a verdade