Released on January 8, 2021

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[Letra de "#AVE"]


[Verso]

P'ra início de conversa, o nome é Phedilson

A responder às exigências de quem pediu sons novos

Odeio instrumentais, I'm gonna kill some

Porque niggas com competência, agora aqui são poucos

Então, tenho de falar por uma geração

Criar pontes entre a superfície e o underground

Porque vejo argumentos mesquinhos, limites no raciocínio

Bom rap vive em declíneo? Vim vos provar que não

Vim com a Ascensão na back, mais uns tantos negros

Com skill que mata boys em feats 'memo quando nego

Boys azarados tipo vivem com 100 gatos pretos

Eu não sou santinho, não sou puto do C4 Pedro

Os que me achavam frio, agora sabem que eu sou prato quente

Calças em baixo do cu tipo não sou gajo sério

Cara trancada p'ra quem não merece o lado meigo

Sou Floyd no mundo branco onde a polícia abate pretos

Man, o que eu digo é papo reto

Sempre quis mudar o mundo, por isso faço rap

Vi que só posso mudar a mim mesmo

Mas se eu tivesse esse poder, dava ao Kotingo um novo braço esquerdo

Eu dava Kotingo novo braço esquerdo

Se eu podesse, dava ao Kotingo um novo braço esquerdo

Ou teria mudado o facto, ter perdido o meu velho

10 dias depois de ter completado o 4º mês

Cancelei projetos que já estavam quase feitos

Hoje dizem que sou quase o melhor, isso 'tá quase certo

O meu 10% equivale ao teu 400%

A tua dama é Copperfield, magia no quarto vês

Meu work é internacional tipo o do Mário Sérgio

Isso de ofuscar niggas é um mambo que faço sempre

O que os rappers e os refrões têm em comum

É que ambos deixam de ser interessantes depois do meu verso

Sinto que eles ainda não entendem o que eu mereço

Os que não valorizam a arte lhe atribuem preço

Dizem que 'tou a perder a inocência e que 'tou um bocado nasty

Porque a minha poesia choca massas tipo um quadro Bansky

Eles não aceitam quando 'tou numa classe cool

Não sabem do segredo que torna-me clássico

Insistem em no sense e comparam-me com básicos

Se espantam com frases burras, estranham com quase tudo

Os mais entendidos sabem que eu sou mágico

Me casei com a caneta, compromisso táctico

Veio lá do Porto, props do Plácido

Esse mambo p'ros quase mudos, os que tentam fechar o miúdo

Ajuda da minha mãe, único patrocínio

Vaquinha com Geovani e o Odair p'ra pagar os vídeos

(Sou) self made a contratiar o vaticínio

De quem por pouca fé falsamente profetizou declínio

Galileu Figaro like Freddie Mercury

Pus rappers num museu, niggas call me:

Phedy o medo de qualquer rapper da geração

Porque feri o me'mo que disse ser a shit

Tens razão, cê fede me'mo ya wi

Sou preto que faz racistas se esquecerem estériotipos

O filho a quem o Frank queria oferecer um Jeep

'Memo depois de ter negado um spark

Que não cuidei bem como devia, esse teu love por me é d'outros tipos

Germongo disse p'ra voar, eu disse, eu 'tou convicto

Cada vez mais rigoroso, no gatilho eu 'tou com Freezy

Não jurei Hipócrates, mas pareço um cardiologista

Toco corações, pergunta a tua chick, ela sabe que eu vou deep

Tipo o Amiel nesse beat

Seria indelicado dizer que a tua girl came quick

But I ain't gotta lie, did it many times last week

Now she still callin' and begging me for a last repeat

Mas eu disse a ela que 'tava ocupado com o AVE

Que iria fazer desse mambo a minha chave p'ra nave

Hora de voar p'ra além de Marte

'Tou grave, 'tão profundo, que nunca chegarás ao fundo

Por mais que tu caves

Yeah


[Outro: Sam The Kid]

Mékie Phedilson, daqui fala o Samuel Mira, Sam The Kid, só p'a dar-te aquele shoutout, props pá, props p'ra ti, granda abraço boy