[Refrão]
Minhas paredes tão cheias de sangue
Mais tarde eu volto dos mortos só pra limpar
A crise de ansiedade ainda vai me matar
Eu falo que ela some, mas não para de voltar
[Verso 1]
Eu falo sozinho na minha cabeça
Eu penso na morte e tento me acalmar
Se em 10 anos eu tiver vivo, chame de sorte
A voz me diz que não dá mais pra ficar
E ela vem sem motivos
Talvez por gatilhos
Eu penso em parar, música faz continuar
Com sombras nos olhos e de roupa preta
Eu sigo na noite, vendo o céu rachar
Nuvens de tristeza infestam meu ar
O esmalte nas mãos já tá começando a acabar
Durmo bem pouco, por isso o cansaço
Mas pior do que tudo isso é tu se fechar
[Refrão]
Minhas paredes tão cheias de sangue
Mais tarde eu volto dos mortos só pra limpar
A crise de ansiedade ainda vai me matar
Eu falo que ela some, mas não para de voltar
[Verso 2]
A dor é melhor do que o vazio do sentir
Eu preenchi lacunas com gente rasa
Eu mudei pra caralho, isso eu não vou mentir
A frieza da noite me queima como brasa
Costumava estar preso na minha própria cabeça
Vadias podres passando por ela o dia todo
O preço do desapego é mais caro do que ouro
Dependência dessa porra só nos deixa louco
Noites em claro me revirando em borboletas
No estômago e no peito o peso da visão preta
Ampulheta, o tempo está passando
Um planeta, o tamanho aumentando
Ansiedade, vivo com essa porra, e a saudade
Na ladeira desço rouco
(Outro)
Numa linha tênue entre a vida e a morte
Pedi perdão por tratar a vida como um jogo de sorte