Released on March 19, 2021

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[Refrão]

Minhas paredes tão cheias de sangue

Mais tarde eu volto dos mortos só pra limpar

A crise de ansiedade ainda vai me matar

Eu falo que ela some, mas não para de voltar


[Verso 1]

Eu falo sozinho na minha cabeça

Eu penso na morte e tento me acalmar

Se em 10 anos eu tiver vivo, chame de sorte

A voz me diz que não dá mais pra ficar

E ela vem sem motivos

Talvez por gatilhos

Eu penso em parar, música faz continuar

Com sombras nos olhos e de roupa preta

Eu sigo na noite, vendo o céu rachar

Nuvens de tristeza infestam meu ar

O esmalte nas mãos já tá começando a acabar

Durmo bem pouco, por isso o cansaço

Mas pior do que tudo isso é tu se fechar


[Refrão]

Minhas paredes tão cheias de sangue

Mais tarde eu volto dos mortos só pra limpar

A crise de ansiedade ainda vai me matar

Eu falo que ela some, mas não para de voltar


[Verso 2]

A dor é melhor do que o vazio do sentir

Eu preenchi lacunas com gente rasa

Eu mudei pra caralho, isso eu não vou mentir

A frieza da noite me queima como brasa

Costumava estar preso na minha própria cabeça

Vadias podres passando por ela o dia todo

O preço do desapego é mais caro do que ouro

Dependência dessa porra só nos deixa louco

Noites em claro me revirando em borboletas

No estômago e no peito o peso da visão preta

Ampulheta, o tempo está passando

Um planeta, o tamanho aumentando

Ansiedade, vivo com essa porra, e a saudade

Na ladeira desço rouco

(Outro)

Numa linha tênue entre a vida e a morte

Pedi perdão por tratar a vida como um jogo de sorte