Released on 2004

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[Intro]

É o boi brabo, companheiro

Peão morrendo, boi pegando, e aí?

(Haha)


[Verso 1]

Flow sagrado como sonho de Morpheu

Na briga eu desafio mitos

Revirando manuscritos como filósofo desanimado

MCs trocam de lado como atravessamos ruas

Que rima é essa sua? A minha é rara

Conversão de cada linha pra moeda mais cara

Tento amá-las como um magnata centenário

Eu tenho vários lugares pra visitar, chucros pra me xingar

Mas eu vou continuar

Até que a tinta acabe, até que o mundo acabe

Até que o povo saiba que há muito mais que raiva em cada nota musical

Escute, é rap nacional, mas eu sou internacional

Classe econômica do calçadão de Santa Mônica

A praia de armação, chinelo e meia

Tipo um mexicano insano, ouvindo um som, fazendo um som

Quem tem o dom preste atenção

Nunca nos rótulos que criam pras rimas que faço

Inovação e consciência além do texto de fato


[Refrão]

Um rumo pra chamar de seu

O dom que o tempo deu venceu as garras da tolice

Eu nunca disse que seria fácil

Folhas de almaço cobrem cada passo nessa dimensão

Me pego mais a rima até o refrão

Ache um rumo pra chamar de seu

O dom que o tempo deu venceu as garras da tolice

Eu nunca disse que seria fácil

Folhas de almaço cobrem cada passo nessa dimensão

Me pego mais a rima até o refrão, então


[Verso 2]

Limpo como a água da fonte mais pura

Caro como a cura de doenças que um governo cria

Inspiro best sellers como queiram

Na batalha da coroa de latão

Eu não me curvo ao rei mandão que nada sabe sobre hieroglifos

Livros que se movem como gente

A morte é convincente pra quem fica vivo

Contratos são cumpridos, empresários são falíveis como táticas de guerra

Nessa esfera onde a inveja é o metro

Eu ando reto mas na curva alguém me espera

Pra entrar no meu sapato, nunca

Me livro das correntes como um culto e me eximo dessa merda que me quer no chão fudido, mal pago, desesperado

Há algo muito errado no ar

Na hora de brigar ninguém separa, eu nada falo mas tem sempre boi na linha

Escravo de cada linha que guardo no meu caderno

Bem vindo a esse inferno que criei pra algum de nós

Te dou o business como foz, um coração, como robô do Mágico de Oz

Erguendo a voz no silêncio de cada passe enquanto séculos passam

Sem que o mal se mova

Nessa alcova do gueto de cada mente, eu sigo em frente


[Refrão]

Um rumo pra chamar de seu

O dom que o tempo deu venceu as garras da tolice

Eu nunca disse que seria fácil

Folhas de almaço cobrem cada passo nessa dimensão

Me pego mais a rima até o refrão

Ache um rumo pra chamar de seu

O dom que o tempo deu venceu as garras da tolice

Eu nunca disse que seria fácil

Folhas de almaço cobrem cada passo nessa dimensão

Me pego mais a rima até o refrão, então


[Verso 3]

Otimista na arte da guerra, planos mudo sempre

Quando dizem que o rap não presta eu sei que é convincente

Falar mal da verdade do mundo é ser intransigente

Se curvar à vaidade dos burros nunca, verso potente como bombas

Quem me tromba quer saber, ouviu dizer que quero ter mais do que tal e tal

Poucos do meu grau farão o mal só pra ser mau

Então sublinhe cada linha desse verso

Eu sou o inverso do que Charlie era pra Willy Wonka


[Refrão]

Um rumo pra chamar de seu

O dom que o tempo deu venceu as garras da tolice

Eu nunca disse que seria fácil

Folhas de almaço cobrem cada passo nessa dimensão

Me pego mais a rima até o refrão

Ache um rumo pra chamar de seu

O dom que o tempo deu venceu as garras da tolice

Eu nunca disse que seria fácil

Folhas de almaço cobrem cada passo nessa dimensão

Me pego mais a rima até o refrão, então


[Scratches/Outro]

Há uma frase que diz: "Renovar ou morrer"

Vamos renovar