Released on January 1, 2010

Thumbnail

Fim do silêncio, em rara forma

Feito a estrutura da rima

Ano sabático, vital;

Observo aqui de cima a dança dos egocêntricos

O vento que me leva traz de volta na hora certa

Grito de alerta, Gonzaguinha

A porta que define o caso, emperra

O texto que aqui recito encerra qualquer nebulosidade

Deslizo pela cidade em quatro rodas, dois eixos e a madeira

A chuva é passageira, eu sou pra sempre

["Eu não sei...

Eu não sei o que pensar."]

Tenho um bolso cheio de sonhos

Outro repleto de interrogações

Não sei qual pesa mais

Escrevo ainda mais depois que a prova acaba

Emoções na ponta da caneta ou no bico da impressora, mudando a cor da folha

Síntese à louca analogia de Jacó, ou à fúria do homem só que não quer mais ficar na ilha

Respeito plena pilha de livros que salvam almas

A mente quando acalma é dócil

Meu coração pilota, o verso é como o ônibus que lota antes mesmo de sair do ponto final do circular

Ando mais devagar quando me atraso, pouco caso, juvenil ou cansaço

A dúvida me ama, tenho laços com outras mulheres

Mal me quer, bem me quer, de boné, "Lmoushin"

["É o único modo de encontrar uma explicação. É nisso que precisa acreditar

Eu não tô interessado em nenhum teste."]

De volta ao 4624476H, ouvi que o mundo é meu por um minuto

Passei tempos em luto sem sequer tocar teclado e microfone

Me chamam pelo nome, mas não me conhecem

Me abraçam quando chego, mas se perdem

Defendo teses em poucos parágrafos, cenógrafo do verbo iluminado, polido feito pedras no período neolítico

Mudanças no algoritmo que explica cada emoção

Critico quem me quer ignorante, tente ser relevante

Entenda que o papel aceita tudo, até mentira

O jogo vira, eu meço a ira da oposição no olho