[Verso 1]
A seta apaixonou-se pelo vento
Quis deixar-se levar pela sua força
Voámos os dois na mesma direcção
Mas o vento só vai para onde lhe apetece
[Verso 2]
A seta apaixonou-se pelo vento
Quis deixar-se levar pelo seu talento
E entrámos os dois numa combinação
Que tendia para o infinito inequivocamente
[Refrão]
Amanhã não vais ter tanto encanto
Amanhã não vais ter tanto encanto
Amanhã não vais ter tanto encanto
Amanhã não vais ter
Não vais ter
Não vais ter tanto encanto...
[Verso 3]
E o vento apaixonou-se pela seta
Quis deixar-se acompanhar pela coisa concreta
Que surgia como justificação
Para a materialidade de um traço no céu
[Verso 4]
E o vento apaixonou-se pela seta
E quis fazer com ela a volta completa
Mas a seta estava farta de dispersão
Voou para Barcelona e deixou solidão
[Refrão]
Amanhã não vais ter tanto encanto
Amanhã não vais ter tanto encanto
Amanhã não vais ter
Não vais ter
Não vais ter tanto encanto
Tanto encanto...