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[Letra de "Palavras" de New Tribe]


[Verso 1: Lince]

Partilhando o sentimento comum

O tormento de ser apenas mais um

A voz oprimida, o ritual suicida

Democracia farsante que a ponte intimida

Seguindo os mesmos passos, os mesmos traços surgindo

Subtil como o Lince ou como um leão rugindo

Recordando Shaka Zulu e Raínha N’Zinga

As lanças estão quebradas mas a voz ainda vinga

A vingança é a esperança de quem espera mudança

Servida a frio pois quem espera alcança


[Verso 2: Lince]

A minha táctica, práctica, drástica...tic-tac

O tempo passa e passa possante ao ataque

Se tudo fosse como um doce, que belo seria

Mas a verdade é nua e crua e não é utopia

É um sonho desfeito, feito em pó, imperfeito

Deito tudo a perder, perdidamente no leito

Da mágoa da vida, da lágrima caída

Perante o sofrimento de uma fera ferida

Versos controversos unem mundos à parte

Dum jogo de palavras faço a minha arte


[Refrão: Lince]

Num jogo de palavras faço a minha arte

Num jogo de palavras


[Verso 2: Lince]

Aquilo que faço, abraço o compasso

Senti-lo sempre forte e uniforme ultrapasso

A dor existente, embora tente disfarçar

O sentimento frágil, o sofrer de um olhar

Sensação agridoce, dá-se perante a vida

Será um bom nascimento ou uma criança perdida

Mais um parto testemunho e a dúvida surge

Questões equacionadas enquanto o tempo urge

Quem, quando, quanto, onde, como e porquê?

O fruto está à mostra será que ninguém vê?


[Verso 3: Lince]

Verdade, igualdade, já muito foi dito

Com o presente passado, eu digo e repito

Sabedoria, saber se seria ou poderia vir a ser

Um sopro como outro que nada iria valer

Uma conversa controversa, versátil como começa

O mesmo discurso dirigido na promessa

Não, não e não

Versos controversos unem mundos à parte

Dum jogo de palavras faço a minha arte


[Refrão: Lince]

Versos controversos moribundos à parte

Num jogo de palavras faço a minha arte

A minha tática prática drástica tic tac

Com o tempo passo e passo passo possante ao ataque

Se tudo fosse como o doce que belo seria

Mas a verdade é nua e crua e não é utopia

É um sonho desfeito, feito em pó imperfeito

Deito tudo a perder, perdidamente no leito

Na mágoa da vida e na lágrima caída

Perante o sofrimento de uma fera ferida

Versos controversos moribundos, à parte

Num jogo de palavras faço a minha arte

Versos controversos moribundos, à parte

Num jogo de palavras faço a minha arte

Num jogo de palavras

Num jogo de palavras faço a minha arte

Num jogo de palavras

Num jogo de palavras faço a minha arte

Num jogo de palavras

Num jogo de palavras faço a minha arte


[Outro: Lince]

Igualdade, sinceridade, realidade, a verdade

Num jogo de palavras faço a minha arte