Released on May 5, 2017

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[Verso]

Matrero

África

Afrodescendente que eu sou por isso que eu sou feliz

Herdeiro da Angola do Samba e do Jongo

Buscando na essência pra não perder minha raiz

Perto do alicerce e a força dos quilombos

Somos resistência e consciência

Caio e levanto de todos os tombos

Carrego na artéria hereditário orgulho da raça eu trago

Esmago o ego de cegos que com comentários me desvalorizam pela cor da pele

Não me intimidam pois eu sei

Que a paz sempre estará com quem busca levar a luz do Rei

Energia me invade, me concentro em receber as respostas

Defender quem ergueu o Brasil e só levou chibatada nas costas

Cicatrizes e calos eu trago no suor do meu corre

Vou lutar pra voltar pra minha terra

Pois a esperança é ultima que morre

É linda e me espera cheia de cores cheia de amores e flores Com a boca entoo louvores

Atabaque, batuque toque de tambores

Me livrai das dores

Meu pixaim diz: Original de fábrica

Negro tipo A

Negro tipo Á-fri-ca


[Outro]

Entra na mata

Mata sagrada

Reza uma reza

Pra abrir caminho

Entra na mata

Mata sagrada

Entra na mata

Mata sagrada

Reza uma reza

Pra abrir caminho

Entra na mata