Cypher Flowripa

By MUSSA

On Mussa Convida, Vol. 1

Released on February 16, 2017

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Letra de Cypher Flowripa por Mussoumano


[Verso 1: Élidece]

Não é só mais um, os loko aqui saiu da toca

Matando o seu hit, que não chapa igual cerveja choca

Vejo lorotas, se acha gênio, mas é xucro

Não vim cantar meu ego, nem sobre quanto eu lucro

Papo de gangue, kank, caranga milionária

Mas tá devendo o aluguel da concessionária

Ter compromisso? Só falam isso, clichê paia

Na prática se corrompe por um rabo de saia

É inaudível, eleitoreiro

Sua farsa tá em outro nível

Tipo Gean Loureiro

Vendida à vista, Floripa, fora do eixo

Não fecho a mão, só se for pra acertar seu queixo

Eu falo aqui de SC, onde a real tu não vê

Aqui não é só Jurerê, melhor desligar a TV

Bato de frente cara a cara, sem chamar no inbox

Floripa veio zerar o game e não é Xbox


[Verso 2: Caime]

Mais um nas linha de soco, o loko do topo do mapa

Sem reza pra quem só pesa, agradeço a preza da rapa

Malaka, o nó dos gravata, Bambatta, rap primata

Enfarta os bico que empaca, ataca quem desacata

Abraça se for preciso, dou sentido a caminhada

Sem guerra entre nós, somos a voz da quebrada

Os muleke, as roda de free, dos boombap até os R&B

Responsa e emoção, na missão de ser MC

Igual seguir na contramão se a solução for aquela

Pra que eu trampe antes que o Trump tampe o sol na minha janela

Guela, brek de polícia, naipe oposto ao de artista

Enquanto disputam selfie com o blefe do Eike Batista

Quem apita não joga, quem só joga não vence

Querem que eu perca o foco, encha o copo e não pense

Rap Catarinense, liga noiz pro rolê

Canas beach, Erre Eme, Caime OHP


[Verso 3: Negro Rudhy]

Quem me protege não dorme

Vou sem capataz, na minha paz, mas ligeiro com us home

Quem vai interferir nosso corre? Quem que vai?

Vários vão dizer que você não é capaz

Desde 99 no berço do Rap

Entre anjos e demônios, Negro Rudhy a Peste

Papel e caneta na mão, é como um míssel

Meu vício é fazer do subúrbio um paraíso

O antídoto, espalhar pelas esquinas da quebrada

Consumo de informação e não chuva de bala

É o fim de uma pacata, desterro de anseios e sonhos Queimando neurônios, vai vendo

Meu naipe me incrimina pros gambé, primeiramente

Um salve, um grito, a bandeira, um fora Temer

Olho gordo, magia, zica, praga mandada

Não vai passar batido quem der faia


[Verso 4: Mussoumano]

É tanta critica, virou psicose

Cabeça tão fechada que parece fimose

Mano eu tô usando meu intelecto, conecto

Tipo vírus sua mente infecto, detectou?

Atravessamo o continente e ninguém se afogou

Não flagrou? Rap da ilha aqui não naufragou

Não é loteria, faço jogo valer a pena

Mano vim pra ser mega, então se foda a cena

Vem que, o rap não é maquiado tipo make

Não quero dinheiro sujo igual do Eike

Floripa na cena já fizemos o check-in

É seu fim, sem conexão, tipo net discada

Rap de escada, faz diss mas na rima não diz nada

Hã... eu venho aqui e deixo as fã pasma

Eu tenho lirica, não pago nenhum fantasma