Released on January 1, 2010

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[Refrão: Mundo Segundo]

DLM, CS, DNK

DLM, CS, DNK


[Verso 1: Mundo Segundo]

Fazemos parte de uma casta restrita de escritores

Que desperta emoções em ouvintes e espectadores

Requinte para leitores

Tenho versos mediadores, apaziguadores

Livres de boatos e rumores

Beatos e impostores

Não sentem o que escrevo

Sou película 3D, a olho nu não tens relevo

Soberbo, gero impulso atinjo o nervo vital

Real a arte que subscrevo folhas formam espiral

Escrita visual, gestual, mímica corporal

Em fundações fundamento o fundamental

Atividade cerebral multifuncional

Pedra e cal principal

Objetivo preferencial

Social às vezes pesado

Pecado capital

Empenhado no legado ligado ao essencial

Intencional no instrumental

Jamais trivial

Com potencial lirical constitucional

No campo léxico jogo a médio defensivo

Sou distribuidor de jogo no meio campo mais temido

Eficácia garantida, qualidade assumida

(Em retrospetiva) fui da meta até à linha de partida

Sabem, corro por gosto

Sabem, não escondo o rosto

Sabem, faço o que gosto e não o que era suposto

Verdadeiro rato do esgoto na cidade do Porto

Dealema na minha alma, na minha mente, no meu corpo


[Refrão: Mundo Segundo]

DLM, Vila

CS, Nova

DNK, Gaia

DLM, Vila

CS, Nova

DNK, Gaia


[Verso 2: Rato 54]

Departamento de musicologia

Separamos músicos vintage de músicos tara perdida

Controlamos esta competição

Queres competir

Atiramos-te um pau, competes com o nosso cão

Somos da velha escola esquadrão classe A

Reais, imortais do mais hardcore que há

O nosso fumo é denso sabe-te a pouco

Sessões pesadas de música pesada ficas louco rouco

A razão de estarmos aqui é básica

Teletransportar-te para uma dimensão bombástica

Viajas num comboio fantasma à velocidade do som

O resto deixamos ao critério da tua imaginação

Tecnologicamente avançados

Liricamente dotados

Infestamos o teu território como ratos

63 [ciclos?] estás a gozar?

Quando brincamos, brincamos a sério

Não brincamos a brincar


[Refrão: Mundo Segundo]

DLM, Vila

CS, Nova

DNK, Gaia

DLM, Vila

CS, Nova

DNK, Gaia


[Verso 3: Rey]

Música de rua crua

Cultura de tortura perdura

Vontade de manter a cena pura

Escuta, a vida dura estronda na coluna

Nunca rendemos guarda partimos à luta

Pela dignidade pela honra nossa

Coragem, força, sistema que se foda, quero que morra

Para a gera toda numa guerra quotidiana

Sobrevivência é uma batalha urbana

O crime chama é um dilema

Palhaço assassina é um drama pensa positivo

Quando o destino engana

Justiça é divina nunca foi humana

Nunca foi humana

Pensa positivo

Quando o destino engana

Justiça é divina nunca foi humana


[Refrão: Mundo Segundo]

DLM, Vila

CS, Nova

DNK, Gaia

DLM, Vila

CS, Nova

DNK, Gaia