[Letra de "Sem Receio"]


[Verso 1]

Mundo Segundo volume 2

Pés bem assentes no hoje

Preparado para o que vem depois

Devagar se vai ao longe

Não primo pelo meio termo

Curto e grosso que se foda o governo

Neste poço nós somos petróleo

Vocês o controlo do supremo

Monopólio de matéria prima

Primo cheira-me a gasolina

Procuro um abrigo, já soltei um par de fósforos em cima

Eu fui cumprir cadeia

Maldita caçadeira

Mas eles é que roubaram a despensa da sua família inteira

Segurança social, IVA, IRS e IRC

Ele pagou tudo que devia

Mas o dinheiro ele já não vê

Os 20 que eram 22

Passaram a ser agora 29

Sem casa e a conta a 0

E a mãe deitada na morgue

Vagueia de cabeça perdida e sem qualquer apoio do estado

Desempregado, vida fodida

Bandido a curto prazo

Nunca tinha visto o Natal no estabelecimento prisional

Mas eles não sabem o que vai ser

Quando soltarem este animal


[Refrão]

Como queres ser livre

Quando vivemos em cativeiro

Maldito dinheiro

Arruína o mundo inteiro

Vejo meio mundo a explorar o outro meio

Sempre a sangue frio

Sem vacilo, sem receio

Como queres ser livre

Quando vivemos em cativeiro

Maldito dinheiro

Arruína o mundo inteiro

Vejo meio mundo a explorar o outro meio

Sempre a sangue frio

Sem vacilo, sem receio


[Verso 2]

Meu puto é bonita a bola

Mas não tires os pés da escola

Ou acabas agarrado à viola

Em Santa Catarina a pedir esmola

Meu puto é bonita a música

Mas só para quem vê de fora

Porque sem guita esse disco

Não sairá quando chegar a hora

Estuda bem o teu plano

Não andes à deriva no ramo

Ou sonhos vão pelo cano

E hoje não é dia de engano

É dia de renascimento

Verso em [?]

Folhas de cálculo

Pormenores detalhados é um processo lento

É um protesto denso

É um progresso dentro da arte

De capturar momento

Compõe o sentimento

Chama-me orquestra de mil e um instrumentos

Administro os ventos

[?] forte, sente a nortada genuína

Ao alastrar rapidamente como o vírus da gripe suína

Conhecimento germina

Das encostas desta colina

Onde humildade culmina

Com atitude rude e cristalina

Nesta minha litoral

A riqueza é espiritual

A destreza, essa é pessoal

A palavra, o nosso ritual


[Refrão]

Como queres ser livre

Quando vivemos em cativeiro

Maldito dinheiro

Arruína o mundo inteiro

Vejo meio mundo a explorar o outro meio

Sempre a sangue frio

Sem vacilo, sem receio

Como queres ser livre

Quando vivemos em cativeiro

Maldito dinheiro

Arruína o mundo inteiro

Vejo meio mundo a explorar o outro meio

Sempre a sangue frio

Sem vacilo, sem receio


[Pós-refrão]

Se devagar se vai ao longe

Não deixes para amanhã aquilo que podes fazer hoje

Se devagar se vai ao longe

Não deixes para amanhã aquilo que podes fazer hoje

Se devagar se vai ao longe

Não deixes para amanhã aquilo que podes fazer hoje

Se devagar se vai ao longe

Não deixes para amanhã aquilo que podes fazer hoje


[Scratch: DJ Guze]