Não Devo, Não Temo

By Mundo Segundo

On Mixtape Vol. 2

Thumbnail

[Letra de "Não Devo, Não Temo"]


[Refrão]

Não devo não temo

De volta ao terreno

Mano, eu não provo desse teu veneno

Não devo não temo

De volta ao terreno

Mano, eu não provo desse teu veneno


[Verso 1]

Mundo Segundo

Como Ramessés

Não tenho escravos a lavar-me os pés

Manos alinhados como pirâmides

Quanto à vida alienígena, somos unânimes

Cada um acredita naquilo que quiser

Quando eles vierem, salve-se quem puder

Submersos, como Júlio Verne

20 mil léguas abaixo da tua epiderme

E o cerne desta questão

Teleporto neurónios para uma nova dimensão

Na escrita procuro manter-me à parte

Como quem procura água na superfície de Marte

Enriqueci com Plutónio, mais cinco militares

Chuvas intensas, radiações solares

Prova de resistência, sujeito turbulência

Sem meios de existência

Não há como escapares

Nesta brilhante chuva de meteoros

Adrenalina escorre por todos poros

Já ouves coros de guerreiros urbanos

Decapitamos falsos

Em rituais profanos

A serpente, o seu veneno deixa-te dormente

Para mais tarde te devorar tranquilamente

Temporariamente ficas bloqueado

Como informação não divulgada em posse do estado


[Refrão]

Não devo não temo

De volta ao terreno

Mano, eu não provo desse teu veneno

Não devo não temo

De volta ao terreno

Mano, eu não provo desse teu veneno


[Verso 2]

De volta à carga

Artilharia pesada

Nada em ti é original, etiqueta martelada

És superficial como maquilhagem

Se não tens mensagem, presta vassalagem

Sou um barragem hidroelétrica

A senha da minha métrica é alfa numérica

Assistência médica à pressão atmosférica

Da Península Ibérica vai acima da média

Sem filme de comédia, cavalo sem rédea

Às voltas na pista por um prémio de merda

Na bolsa de valores, ações estão em queda

Na rua, traidores encontram-se em guerra

Quando samplo, é de motoserra

Nunca se viu tal nível de entrega

Constante estudante desta arte

Insano, sonante, concerto desconcertante

[?] Terra


[Refrão]

Não devo não temo

De volta ao terreno

Mano, eu não provo desse teu veneno

Não devo não temo

De volta ao terreno

Mano, eu não provo desse teu veneno