Released on October 15, 2006

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[Letra de "Do Ventre Até À Mármore" ft. Expeão]


[Verso 1: Mundo Segundo]

Recordo as colinas do monte

Do parapeito da ponte

E consigo avistar muito para lá do horizonte

Falei com guerreiros, magos e feitiçeiros

Que me acompanharam no caminho

Sempre com sábios conselhos

Tive o prazer de experimentar as mais vastas poções

Partilhar as mesmas substâncias

Mesmas equações

Entrar nas portas dos mais nobres castelos

Visitar as suas muralhas e o poder de todos os seus mistérios

Constante nómada neste mundo imenso

Cavaleiros do apocalipse, legião à qual pertenço

Poesia pura, minha eterna armadura

Quando todo mal se reúne

Só tu me forneces a cura

Sabedoria ancestral

Obra de arte orquestral

Clássico num instrumental como arte parietal

Portador do pergaminho que anuncia a boa nova

Da comunhão entre povos

Todo um universo engloba


[Refrão: Expeão]

Ascendo, acendo incenso

Dentro do templo, contemplo

A maravilha da criação

E a mente abre, testemunho um milagre

Da areia até ao mar

Da semente até à árvore

Ascendo, acendo incenso

Dentro do templo, contemplo

Em apreciação

E a mente abre, testemunho um milagre

Da areia até ao mar

Da semente até à árvore


[Verso 2: Expeão]

Toda vida tive que ir contra a minha família

Para ser o que eu queria

Fazer o que eu sentia

Ouvi o chamamento e fugi para ti

Procurei a chave da felicidade

Como o rei David

A inocência não reavi

Busco a substância, nunca a utopia

Porque mais vale o auto-estímulo

Amor próprio, sabedoria

Do que armas de fogo que deixam marcas de ódio

Para toda a vida

Um dia, abrir-se-ão as portas da perceção

Irás ver um milagre da criação

Nunca fugi, corri na tua direção

Não quero o galardão dos homens

Não sigo ordens

A minha fé move montanhas

Torna sonhos em realidade

Mesmo no limiar da dificuldade

Já estava escrito o meu nome no livro da vida

O veredicto do ventre até à mármore


[Refrão: Expeão]

Ascendo, acendo incenso

Dentro do templo, contemplo

A maravilha da criação

E a mente abre, testemunho um milagre

Da areia até ao mar

Da semente até à árvore

Ascendo, acendo incenso

Dentro do templo, contemplo

Em apreciação

E a mente abre, testemunho um milagre

Da areia até ao mar

Da semente até à árvore


[Verso 3: Mundo Segundo]

Eu vi o sol nascer com um sorriso nos lábios

Mas também vi escravos em barcos serem condenados

Pelo poder e ganância constante do semelhante

Que deixou perder a relevância do que realmente era importante

A inveja por sua vez levou o homem à ruína

Amante da cobiça e tudo aquilo que a fascina

Jurou infidelidade

Em troca das mais vastas riquezas

Mas o poder atrai a serpente

E um vasto rol de incerteza

Todo ser morre sozinho, rodeado de nada

Tarde demais quando se apercebeu

Da rota que lhes estava destinada

Esta é a chave da verdade há muito escondida

O dinheiro não compra a felicidade

Só qualidade de vida

Qualidade por vezes

É razão de conflito

Invasão de territórios deste planeta onde habito

Coexisto algures entre os céus e as trevas

Onde homens exploram as mais puras e naturais reservas


[Refrão: Expeão]

Ascendo, acendo incenso

Dentro do templo, contemplo

A maravilha da criação

E a mente abre, testemunho um milagre

Da areia até ao mar

Da semente até à árvore

Ascendo, acendo incenso

Dentro do templo, contemplo

Em apreciação

E a mente abre, testemunho um milagre

Da areia até ao mar

Da semente até à árvore

Ascendo, acendo incenso

Dentro do templo, contemplo

A maravilha da criação

E a mente abre, testemunho um milagre

Da areia até ao mar

Da semente até à árvore

Ascendo, acendo incenso

Dentro do templo, contemplo

Em apreciação

E a mente abre, testemunho um milagre

Da areia até ao mar

Da semente até à árvore