Released on 2010

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[Verso 1: Zero]

Parei um tempo para pensar

Realcei um motivo

Fotografia diária retrata sempre este ar vivo

Horizonte distinto é o pano de fundo

Correm lágrimas de tinta deixam marcas neste mundo

Sacrifício por vezes deixa-me um pouco irritado

Espalho a semente no campo em busca do resultado

Acendalha inflamada queima as vozes de raiva

Troco um caderno contigo só tens de baixar essa naifa

Junta os pedaços, confia

Magistral companhia

Alcoolizando a sensação como a fruta na sangria

Esterilizando contra boicotes de fases maradas

Situações mal amadas podem ser retocadas

Projeção de afinidade com o trabalho suado

A visão eleva a obra do projeto estruturado

Arquiteto sobre sonhos possíveis de realizar

Abre fogo ao egoísmo rende apenas partilhar


[Refrão: Mundo Segundo]

Da cidade de ouro ao arco da porta nova

Desde sempre muito antes de ser moda

Abençoados contra quem pragas roga

Inconformados aqui ninguém se acomoda

Da cidade de ouro ao arco da porta nova

Desde sempre muito antes de ser moda

Abençoados contra quem pragas roga

Inconformados aqui ninguém se acomoda


[Verso 2: Alado]

Sou prisioneiro uma alma vazia em movimento

Não existe batimento nem sombra de qualquer sentimento

Sou um puzzle onde não vês qualquer imagem

A falta de takes fechados faz de mim uma curta-metragem

Sou cinema onde a película não vive em ti

A nota em tempo certo na melodia escrevi

A cidade abre portas enquanto uma névoa dourada

Brilho nos olhos seja qual for a miragem ovacionada

Pôr escudos em palavras onde bate conformismo

Química traz a poção, uma folha de eufemismo

Que paira e grava mecanismo encoberto

Memórias são incertas não possuímos peso certo

Desperto pelo verso pelo medo sufocado

A forca deu o laço na guilhotina torturado

O desejo fica longe em terreno sempre incerto

Ainda está longe mas hoje sinto-me um pouco mais perto


[Refrão: Mundo Segundo]

Da cidade de ouro ao arco da porta nova

Desde sempre muito antes de ser moda

Abençoados contra quem pragas roga

Inconformados aqui ninguém se acomoda

Da cidade de ouro ao arco da porta nova

Desde sempre muito antes de ser moda

Abençoados contra quem pragas roga

Inconformados aqui ninguém se acomoda


[Verso 3: Mundo Segundo]

Mundo Segundo piso dois

Nunca deixei para amanhã aquilo que posso fazer hoje

Sem papas na língua

A minha gente é de uma diferente ginga

Numa sociedade onde a integridade minga

Se vives encarcerado no sonho americano

Acorda mano

Em pleno sol lusitano

2010 é o ano

Volto obeso com mais peso, coeso mais maduro

Posso dar-te umas luzes mas não prever o teu futuro

Ciência incomparável alimento o insaciável

Viabilizo o inviável antecipo o inadiável

Estendo a mão a quem posso mesmo sem um tostão no bolso

Outros têm o triplo e fazem olho grosso

Moço ganha juízo não tens o que é preciso

Valores e princípios só aumentas o prejuízo

Estrelas só no céu que hoje se encontra nublado

Aparência e aparato é algo que nos passa ao lado


[Refrão: Mundo Segundo]

Da cidade de ouro ao arco da porta nova

Desde sempre muito antes de ser moda

Abençoados contra quem pragas roga

Inconformados aqui ninguém se acomoda

Da cidade de ouro ao arco da porta nova

Desde sempre muito antes de ser moda

Abençoados contra quem pragas roga

Inconformados aqui ninguém se acomoda