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[Letra de "Adeus"]


[Intro]


[Refrão]

Adeus até um dia, maldita hipocrisia

Tu és razão pela qual o mundo perdeu magia

O que é feito da alegria, da paz e da harmonia

Estou cansado destas vozes de demagogia


[Verso 1: Each]

Tiro frases do meu ouvido vindas de boca nenhuma

De alguém longe deste sitio que eu não volto a ver nunca

Não sei lidar com perdas, pareço não sentir nenhuma

Como se o ar quente não subisse do chão até minha cúpula

Alguma coisa me diz que isto pode suar a desculpa

Por não ser forte que baste para suportar o peso da culpa

Dispenso que isso aconteça e que esta vez seja a última

Porque sempre que eu digo sempre

Alguém diz quase sempre nunca

Pelo caminho tanta inarmonia e desinteresse

Que às vezes pergunto se alguém anda num diferente deste

Que eu percorro, não posso viver sozinho num jogo

Onde o nosso sucesso depende do pouco sucesso dos outros

Porque é que as coisas são como são e não como deviam ser

E as pessoas fazem escolhas que não deviam fazer

O tempo é algo tão confuso e violento

Que me vai deixando mais velho e mais novo quando eu penso

Não quero não ter de enfrentar as coisas que eu mais temo

Receio mais o medo do que as coisas que dão medo

Não tremo porque não sou homem mas sim porque penso

E me sinto capaz de prever o rumo dos acontecimentos

Portanto, por mais que insistam tanto em pedir

Não adianta quando temos tanto

Quanto o que nos possa impedir

E nunca mais quero ficar, nunca mais quero fugir

Se um dia tiver que voltar, aprendo a saber partir


[Refrão]

Adeus até um dia, maldita hipocrisia

Tu és razão pela qual o mundo perdeu magia

O que é feito da alegria, da paz e da harmonia

Estou cansado destas vozes de demagogia

Adeus até um dia, maldita hipocrisia

Tu és razão pela qual o mundo perdeu magia

O que é feito da alegria, da paz e da harmonia

Estou cansado destas vozes de demagogia


[Verso 2: Mundo Segundo]

Não quero mais deixar a inércia apoderar-se de mim

Tão pouco ouvir falsas profecias sobre os dias do fim

Procuro sempre ser sim ou não e nunca assim assim

Sem trampolim passei barreiras como o muro de Berlim

Não comerei vacas como um bom cidadão de Bombaim

Não quero ouro, não quero diamantes, não quero marfim

Procuro autonomia, isolar-me da anomalia

Do sistema que nos guia, distante do que devia

Quero a destruição e sua fonte para lá da linha do horizonte

E não quero que sobre quem conte

Quando o ódio saltar da ponte

Não quero uma verdade que esconde

Ocultando a face do pormenor

Pois desejo vê-la em céu aberto como se fosse a ursa maior

Sigo os astros como Gaspar, Baltazar ou Belchior

Sensato como Salomão serei sanção, não imperador

Procuro um pouco de espaço num espaço não conquistado

Sem marcar passo no compasso, parto em passo acelerado


[Refrão]

Adeus até um dia, maldita hipocrisia

Tu és razão pela qual o mundo perdeu magia

O que é feito da alegria, da paz e da harmonia

Estou cansado destas vozes de demagogia

Adeus até um dia, maldita hipocrisia

Tu és razão pela qual o mundo perdeu magia

O que é feito da alegria, da paz e da harmonia

Estou cansado destas vozes de demagogia


[Outro]