Released on December 30, 2018

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[Introdução]

Percebo, a retrospecção dos meus desejos tão inóspitos contidos nesse rio de decadência

A ciência denota o concreto dos aspectos

Minha líquida imagem já não sou quando reflito

Ao me afogar o pulmão arde

Respiro, logo existo

A dor é o que te faz retornar à pura essência

Excesso de dor mata

Então renasça, equivalência

Ao que retorna e ao que se foi

Em meio à cura do espírito


[Verso 1: La'ela]

Em nome de Dionísio, pureza decapitada

Apatia no semblante daquele que assistia

Mesma cultura que pune lucra com pedofilia

A menina que sorria, agora jaz desovada

Costumes são todos farsas, mascaram intenção no dito

Lavam sangue com dinheiro, processo ritualístico

Gênios sentem-se burros ao não encaixar em dualismo

Tudo encaixa em ciclos, um ser quadrado é um ser cênico

Um ator que mata a arte, conclusão: só mais um cínico

Sentenciam Gogh louco mas nós que somos daltônicos

Sente-se se não entendeu, releia e fique zonzo

Os esgotos de salcity assustam até o bozo

A Nightmare On Elm Street real é fruto do gozo

Ao estuprarem a pátria a ponto de então esquecermos quem somos

Estado genocida nunca constará nos contos do escritor aristocrata

Que o saci mata e escreve o corvo


[Verso 2: MONARKA]

Percebi o crime numa redoma de delay

Onde vós diz o mínimo, não há conselhos ou mimos

Cyclones e Seaways como mantos das tropas

Seremos reflexo do limo nos canteiros de quem corta, dos errados à novinhos

Passe nas portas que dão o ângulo dos finados á vista

Dollas com quadrados de prensados, designam-se tesseratos

Jorrando tudo pro atlântico e manchando a Europa em tal resposta

O que é negro trepa no vácuo do branco

LAELA igrejas góticas precisam de um incêndio

Afirmaram-se ser crentes, fomos a gematria no saldo do banco

Um padrasto drogando seu filho é o game

O anti-dopping tá mais que passivo

Pentes importados gemem, gemem, gemem

10k de alma, cigarros e canivete borboleta monarca na bag

O rap me doutrinou a odiar dezenas de rappers

Mais antigo que o peso dos próprios atos

Sou dopamina matando o perfil do stress

Canto pra minha babygirl Nadja 1994

Ela cuspiu na cara do delegado, pura maestria

A lei é ímpia e nua

Nunca pare

Nunca pare

O nosso sangue nunca para de suar

Então fuja

Ativa Rec