Released on December 24, 2017

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[Verso 1 - Moniztico]

24 sob 7 no meu pensamento

A corrente do rap não me sai da ficha

Eu disse que o meu flow é fat, isso é mal o menos

A shit é que diz-se o mesmo da…click

Nota que eu trabalho p’ra...

Chegar ao pedestal dos que ‘tão a beijar o topo

Até que a música me acompanhe ao altar

E o padre sucesso mande que ela beije o noivo

Eu ‘tou tão obcecado

Que o doutor ordenou-me descansar e receitou Ritalina

Eu fiz direta e fui p’ro estúdio trabalhar

Porque a meta é que isto um dia dê receita vitalícia

Tenho a fan base toda a assumir que veio-se toda

A pensar em ouvir o novo som dos Moços

Se eles são 10 ou 11, conta, é aos outros que isso importa

Como se houvesse um número mínimo p’ra prova dos 9 (Corre!)

A vida passa fast e o Nasty Factor disse no spot dos Grog

Que metade da sorte exige o dobro do suor, não há logro dog

O único segredo é manter o foco e work, work, work

Por isso acordo às nove, vou ao gym

Tenho ensaio, mal almoço, vou dar aulas

Vou pro estúdio com o Cross, tenho o clip

Tenho o hook, tenho um truque

É que eu quanto mais sonho menos durmo

24/7 nesta shit(2x)

Moços do Bêco(7x)


[Verso 2 - Zlátan]

24 sobre 7 nesta pugna g

Como se o fardo da palavra me estivesse a perseguir

Eu sinto-me tentado a tocar o céu

Como se o beat entrasse em mim

Tipo ironia do destino, eu noutro sentido a sentir

O peso do discurso

Que prefiro espalhar e dissecar ao invés de me oprimir

Apanha-me em contrapé ou vê-me de antemão

A fazer poesia ao relento

Tira-me dos planos, risca o meu nome das listas de monstros

Que bazam mal bate o vento

Eu ‘tou a viver sem açaime, eu vou criar a tendência

(ya ya, ya ya)

O resto ‘tá em marcha à ré, eu só vejo decadência

(ya ya, ya ya)


[Verso 3 - BAG]

Eles podem matar-nos, não podem calar-nos (2x)

É só p’ra quem cá está, não sabem que a pasta

Não compra os meus sonhos, eu como o que eu colho

E o money não traz love

Eu canto e componho, nesta shit, 24/7

Tu queres lutar mexe-te

Queres vingar, cresce!

E se tu pensas

Que há margem p’ra falhar

Ou faltar ao fardo que eu trago aos meus ombros, PÁRA!

Eu sou Atlas, sou Moços do Bêco

O mundo é o meu templo, então contemplem-me!


[Verso 4 - Zlátan]

Trazer vícios em vídeos, palavras e beats

Dia após dia a evolução é notória

Tatuar o nome dos Moços do Bêco na epiderme do rap

Isso é fazer história

Temos estado trancados, focados

A sina do tempo aguça o nosso temperamento

Temos sede de glória e nessa merda eu nunca cedo

Com os moços na luta eu nunca temo


[Verso 5 - Moniztico]

Só nos sonhos há o poder de acordar um Homem

Há quem finja que vive, é um flagelo

Não há nada a prender-te (vive, sê)

Digo, eu corro contra o tempo p’ra não dormir com ele

Penso que compensa a crença imensa

Traz o mundo e a gente contenta-se

Não...Traz o universo

Esquece, a gente vê-se na meta


[Verso 6 - BAG]

Há lemas que são escritos em contratos

Revistos de trás p’ra frente

Com trajes de quem não sente a arte

E consente o desleixo da mente social, então sente:

É um pretexto p’ra vingar quando isto é a tua vida

Fascina-te com as histórias que ficam dos mitos

Que a glória faz viver p’ra sempre e acredita

Que os Moços do Bêco têm a voz de mil ídolos!