Released on July 27, 2016

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[Refrão]

Vou sair sem abrir a porta

E não voltar nunca mais

Nunca mais

Nunca mais

Nunca mais


[Verso 1: Mobb]

Ruínas do observatório, eu enxergo as fases da lua

Minha casa é um sanatório, situa-se no fim da rua

Crianças fazem chupetas em ivecos

Giletes protegem travecos

É o tal do certo pelo certo

Erva, cerva, votos de minerva

Acepções de merda, kartman

Toda kriptonita tem seu superman

Eu tô no inferno, eu sou interno e faz um tempo que não escarro

Esse sangue guardado

Eu acordei chapado, recém abduzido

Tomando uma cerveja com o meu melhor abrigo

Eu tenho a impressão que a escuridão me abraça

A máquina de gelo diz: relaxa

A Eisenbahn tá gelada

Na esquina em ação um grafiteiro cego pintando nos escombros

Uma tia de Pernambués com o mundo nos ombros

Onde estamos? Até onde vamos?

Onde estamos? Até onde vamos?


[Refrão]

Vou sair sem abrir a porta

E não voltar nunca mais

Nunca mais

Nunca mais

Nunca mais


[Verso 2: 16Beats]

Como se fosse a última linha eu escrevo essa primeira

Hollow point é veneno de rato

Bala come na trincheira

Tanta batalha de sangue, eu escarrei tuberculose

Tanta falha e vacilão matar virou minha neurose

Rei, sample triste alimente ausência de tretas

Escrevo linhas, jogo nesse mundo, imensa lixeira

Encher coração de criança ao invés de encher meu ego

Meu parceiros tauros olhou pra mim e disse: eu não nego

O que bate certo é não sentir saudade nem decepção

Muito menos vícios, rotineira corrupção

Ruínas embargando a construção, parceiro

Demolição de dentro pra fora, droga e putas no canteiro

Marcha funebre prossegue dos pretinho em geral

Rondesp e PETO matando adoidado em seu quintal

Carreira de pó faz a engrenagem da gomora andar

Transe com Sodoma porque para a terra voltarás


[Refrão]

Vou sair sem abrir a porta

E não voltar nunca mais

Nunca mais

Nunca mais

Nunca mais