P.O.L.Í.T.I.C.O.S.

By Mind da Gap

On Suspeitos do Costume

Released on May 27, 2002

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[Intro: Ace]

Ayo, yo

Huh

Não passa de mentira a política

Mind Da Gap a dar-te a dica, moço

Já sabes


[Verso 1: Ace]

Político é P do pouco que dá, O de oco que está

L de louco, não ele, mas quem lhe dá

Confiança, quem entra no esquema, na dança

Co' diabo à luz da lua, pra encherem a pança

Este é o bê-á-bá, fungagá da bicharada

O I é o início de mais uma jogada no T

Partida de golf, inventa-se um esquema

E um logo novo pr'ó sistema camuflar a cena

Tudo de mau que há no mundo foi inventado

Alimentado pelo C: controle do Estado

O O: obscura hipocrisia que os move

Pela ganância, enquanto o povo morr'à fome


[Verso 2: Presto]

Mas afinal quem é que pensam que enganam

Cambada de marionetas, julgam que não vemos esses fios de nylon

Essas tretas há muito que não embrulham ninguém

E não vai ser com a campanha eleitoral que me convencem

Uma mão lava a outra, adoram luvas

Para ocultar provas juntos pelas câmaras e juntas

A tapar o nosso sol com as vossas peneiras

A luz passa nos buracos e vemos mentiras

Julgam-se especiais, com efeitos em vez de causas

São todos iguais, perdidos em cláusulas

Enquanto pessoas enclausuradas, porque mexem com fachadas

Viram costas a portas fechadas, procuram saídas

[Refrão: Ace & Presto]

Não passa de mentira a política, damos-te a dica

Não passa de hipocrisia

Fazem truques de magia, disfarçam uma avaria

E o nosso povo - está sobre anestesia

Vive adormecido, mudo, quedo, parado

Neste estado, cheios de medo

Não é segredo, praticamos terapia

E o nosso povo - acordará um dia


[Verso 3: Presto]

Do P.O.L.I. até o T.I.C.O

P de personagem da qual não tenho nenhum dó

Oooo de desilusão, mais 4 anos iguais na nação

Independentemente de outra eleição

L de luxo que vem do I de imposto do T de trabalho

Para um I de intocável que não é C: colectado

Por quem, pelo estado, é engraçado

Como o O que é omitido não é discutido e passa ao lado

Não gostamos deles nem confiamos neles

Queríamos um dia poder viver sem eles

Não mudam quase nada porque não fazem nada

A não ser passar revista à guarda em parada

[Verso 4: Ace & Presto]

É vê-los passear e acenar, oferecer e comprar

Multidões com prendas que 'tão eles a pagar

Vê-los referendar, mandarem areia pra vista

D'um número que tá na lista, pronto pa ser autista

Obrigam homens a servir pra ensiná-los a morrer

Só pode ser co'as merdas qu'os fazem sofrer

Legalizam e proíbem, autorizam e constituem

Co'a vida que têm, o qu'é que da vida sabem?

O qu'é que na vida fazem? Brincam co'a vida da gente

Que supostamente deviam servir primeiramente

Armados em nobres, não passam de mentes pobres

Por mais uns cobres, vendiam a vossa mãe por 5 dólares


[Interlúdio: Ace]

"Your time has come"

"Your-Your time has come"

Vossa mãe por 5 dólares

[Refrão: Ace & Presto]

Não passa de mentira a política, damos-te a dica

Não passa de hipocrisia

Fazem truques de magia, disfarçam uma avaria

E o nosso povo - está sobre anestesia

Vive adormecido, mudo, quedo, parado

Neste estado, cheios de medo

Não é segredo, praticamos terapia

E o nosso povo - acordará um dia

Não passa de mentira a política, damos-te a dica

Não passa de hipocrisia

Fazem truques de magia, disfarçam uma avaria

E o nosso povo - está sobre anestesia

Vive adormecido, mudo, quedo, parado

Neste estado, cheios de medo

Não é segredo, praticamos terapia

E o nosso povo - acordará um dia


[Skit]

Hum, hum, ahem

U-um, dois, teste, um, dois

Os Portugueses estão fartos de andar na cauda da Europa

(*risos* Fartos? Eu curto)

O nosso salário mínimo é uma vergonha (É...)

Mas eu... Eu... (Tu! Eu!)

Vou tirar a vergonha ao povo Português (Ai vou, vou. Vou roubá-los)

Os impostos são ridículos (São uma anedota, a gente quer mais dinheiro)

Os deputados têm frotas de Mercedes enquanto o povo tem acidentes porque só tem dinheiro pra comprar Puntos

Eu vou criar empregos... (Vou abrir fábricas pra mim)

Aqui e na Alemanha (Lógico)

Vou tirar o medo aos Portugueses (Vou assustá-los de vez)

Se for preciso, faço contratos com empresas de segurança de bares (Vou pôr os meus amigos todos a trabalhar)

Mas eu, quero um país livre desses pesos (Pois, não há mais [?])

Comigo vamos ter um Portugal seguro (Muito seguro, é só seguradoras)

Jovem e dinâmico (Jovem e dinâmico: secretárias)

Mas grato aos seus antepassados (Grato aos antepassados)

Eu vou aumentar as pensões (Às mães das secretárias)

As reformas ([?])

Dar bilhetes para o futebol (P'ós meus filhos)

Vou oferecer casas e carros (à minha família toda)

E vales de compras (pra mim)

Cruzeiros a Bénidorm (A minha filha adora Bénidorm)

Torradeiras (Torradeiras, que bom)

Aquecedores (Torradinhas, ai que bom)

Ares condicionados (Ai que bom!)