Cypher Lado Leste

By MatheusMT

Released on June 10, 2017

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[Verso 1: MatheusMT]

Por minha quebrada no mapa

Por minha área no jogo, eu sei

Quantos não dão a cara a tapa

E querem julgar o que eu conquistei

Na vila os moleque sem placa

Na ativa com os radar e a barca

Ali pela esquina onde os cria traficam

Onde a pista é sempre salgada

A minha área é igual a tua aqui a polícia também mata

O futebol brabo de rua vira oitão na madrugada

Eu tô ligeiro o dia inteiro pra não ser pego na estrada

O que conspira é o mesmo que morre com a boca

Eu tô pela vida loka até o litoral

E vou tá firme nessa porra até chegar meu funeral vagabundo

Caso ao contrário eu vou cobrar até o final quem só conspira contra tudo

Tem Rap de parafal

Cês tão usando muito droga e dormindo na hora da rima

Ou fazendo muito ioga e achando que é bom de rima

Todo dia um irmão morre, escorre sangue nas esquinas

Aos amigos que se foram eu peço proteção de divina

Peço proteção de cima, verso, contenção na rima

Eu erro quase todo dia mas mantenho a disciplina

Os mesmos olhos que me julgam são os mesmos que me admiram

O mesmo mano que elogia é o que vai contar mentira

O que vale é o que to na fita, dos freestyles das antigas

Hoje eu que visto a camisa e dou ordem nessa porra

Sou primeiro a acordar, último a dormir

Sou eu que faço a faxina e eu mesmo que faço a zorra

Por mais que tudo exploda

Sem sair do trilho pra ter uma luta honrosa, pra poder me manter vivo

Falsos mcs se fodam

Só vai ficar quem tem brilho

Porque eu sempre escrevo rap igual carta de pai pra filho, porra


[Verso 2: Jean Tassy]

Fúria, medo são meus padrinhos

Filho do meio, pai dos treze motivos da letra

Um; só a mentira onde á verdade

Dois; quem viu não vê por medo de não ser verdade

Três; quem passa no pelo não sente o pudor

Pelo amor de Deus, Diabo para que visão dói mais do que caô

Quarto ato de provar o gole da vida

O nosso brinde soberbo diário de todos os dias

O solo nos contaminou pregou na rota

E o nosso chão não conseguiu se destacar

A brisa dos 9 que faltam tão na toca

Luno amou sua vida e não deixou ela voar

O solo nos contaminou pregou na rota

E o nosso chão não conseguiu se destacar

A brisa dos 9 que faltam tão na toca

Luno amou sua vida e não deixou ela voar


[Verso 3: Diomedes Chinaski]

O mundo é um Burguer King e eu sinto tanta fome

Respeite o homem sujeito a regra de sujeito homem

C-H-I-N-A-S-K-I

Anota esse aí, antes que eu vá cair

Chave Mestra ta iluminando de verdade

Fechei a funerária e abri uma maternidade

A vida é cara, cara, e a morte é o preço da liberdade

Não pensa que a estátua da liberdade dá liberdade

Morro tipo Belchior, clássico pra eternidade

Se falei tipo maçom quis dizer fraternidade

Oi baby sou Chinaski, O Aprendiz, filho de--

Faço diss, que se foda

Minha vida já se foi irá voltar

Novo sol irá brilhar, assim se foi assim será

Leio o nome do meu time estampado nas estrelas

E a sua liberdade nenhum faraó fará


[Verso 4: João Zaki]

E se não existisse essa ilusão pra quem se diz ser

Maior que o próprio dom?

Não haveria a dor

Pra boca que o gosto perdeu

E a língua sofre o sabor

Essa canção não é triste

Resiste, existe pra falar do valor

De quebrar muralha, pra cada senzala

De casa em casa meu passo exala

A fonte da água, da fala, da mágoa, da cara do senhor

Eu sou um viciado em tudo que faço

É isso que eu trago, um trago diário

Fumaça de carro, cigarro criminalizado

Do meu quarto pro palco

Minha sina brinca com a vida amor

Era moleque ainda soltando pipa hoje na linha do Equador

Vendo o mundo de cima curtindo a brisa de ser sonhador

Chutando a quina por ser egoísta, santo pecador