Amores e Vícios

By MatheusMT

Released on February 20, 2016

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[Verso 1:]

Muita luz e pouco foco

Entre erros e acertos

Poupe me dos seus propósitos

O que eu quero agora é gelo

Já se foram alguns dos nossos

E agora eu vou cobrar quem veio pra atrasar

Quem nunca foi somar nem quis me ajudar

Quando eu sozinho tinha o

Nada

Olha quanto tempo a vida nos maltrata

Corre, vida leva, tempo é fumaça

Hoje eu prefiro conhaque na taça

Fui dar uns tapa pra ver se passa

Mas acho que o problema é comigo

Quase que um martírio

Vivo instinto vira lata

É, manda avisar!

Que conflitos existenciais só vão me fortificar e


[Refrão:]

Não vai prestar se eu começar

A me envolver nesse teu jeito de olhar

Entre ruas, curvas, notas sujas, amigos

Nega se der mole, caso contigo!

E se eu começar é sem parar

Vida ingrata e a gata não parava de olhar

Entre ruas, curvas, são amores e vícios


[Verso 2:]

Fugir

De tudo que nos ronda, trás rancor e desaponta

E se ninguém paga minhas contas

A milianos eu faço o corre

O trânsito dessa cidade dá vontade de fugir

Daqui!

Atrás do malote e poesias brutas

Cujo só quem trampa vai subir

E eu canto pra subir

Pra ver se algo muda

O mundo muda num segundo

E eu não vou ficar aqui

Esperando o tempo passar

Cogitando quando sumir

Esquecendo de aproveitar

Ou dependendo de ti!

Não acredito em sorte ou azar

Acredito em fé e em mim

Acredito na força do amar

Admito, vícios em mim

Dropando bases, ando cuspindo punchlines

E dando valor pra quem age

Na humildade, eu só quero fazer meu dim

Então solta a porra dessa base

Que hoje eu rimo até mais tarde

Até essa noite ter um fim!

Nada anda tão bom assim

Nada faz tão bem pra mim

Nem é que tá tão ruim

Sei que as coisas vão fluir

Mas há um vazio em mim

Lembra quando rolou o caô?

Falei que ia segurar

Acho que foi o que salvou

Segue chapa! demorô, maré não vai me levar!

Entre becos enfim cedo

Eu senti medo e tive apego

E sempre perco pro amor

Saca, mágoas? não, valor!

Traga mais, porque rancor já sufocou

Na sul ficou

Junto com trapos, panos, falhos planos

E falsos manos, eu tô

Elaborando rotas, cotas, só pra provar quem eu sou

Colecionando amores, xotas

Dores e brahmas no isopor

E hoje só querendo apenas me despir com seu sabor

Vendo o entardecer

Pronto pra aturar qualquer caô


[Refrão:]

Não vai prestar se eu começar

A me envolver nesse teu jeito de olhar

Entre ruas, curvas, notas sujas, amigos

Nega se der mole, caso contigo!

E se eu começar é sem parar

Vida ingrata e a gata não parava de olhar

Entre ruas, curvas, são amores e vícios