Máximo do Máximo

By Mãolee

On Bendito

Released on August 31, 2018

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[Letra de "Máximo do Máximo" com Clara Lima, Lino Krizz & Sant]


[Intro: Sant]

É o mundo ao norte

Mãolee no beat

[Verso 1: Sant & Mãolee]

Existem visões que os antigos sempre passarão

Então cabe a nós continuar o que se aprende:

Saber chegar, saber sair; palavra é honra; não se usa o que se vende (A fórmula)

Sobre o que os Deuses têm reservado? Eu me pergunto

Quanto de amor você tem preservado?

Prosperidade aos de bem ainda num tempo sem fé

Árvores rompem concreto e homens vêm roubar seu pé

Reproduziremos erros sempre ao herdarmos vícios

Não nos vemos iguais, somos reféns dos ofícios

Nossos próprios motivos, indícios

No meio que convivo o fim da vida se dá pelo início

Aê Mãolee, meus irmão daqui vão à praia duas vezes ao ano

E eu sei que tu me entende, mano

Mas justiça caminha junto a essa carga histórica

Princípio do poder: alguém tem que sofrer o dano

O que foi feito em nós foi cinematográfico

Tão trágico que é poético, exemplo ácido

Precisamos de abraços há horas

Teóricos não sentirão na prática

Básico é conferir lá fora e a balança das ruas sangra

Cada passo tem seu preço, correr do cubro eu custo, né?

O sonho do oprimido é um dia ser o opressor

Será que é justo? Meu Shangri-La, seu susto

Angola, quem é o moleque na cama de pedra?

E agora? Qual estatístico contempla se o que se implantou já fechou seu tempo e seu cerco

Qual é o plantio nesse solo seco?

No fundamento a colheita pra quem merece é o mínimo do mínimo do mínimo do mínimo

Só o grid de largada é o que desfavorece

Por isso damos o máximo do máximo do máximo

No fundamento a colheita pra quem merece é o mínimo do mínimo do mínimo do mínimo

Só o grid de largada é o que desfavorece

Por isso damos o máximo do máximo do máximo

Sant


[Refrão: Lino Krizz]

Séculos se passam, mesma cena

O meu povo não se vingou, vale a pena

Já é de manhã

Sempre virá um novo amanhã

Pus no pulso essa corrente

Eis-me aqui, estou presente


[Verso 2: Clara Lima]

Tá tudo monitorado na quebra

Nós tá pique Deus que me livre e os inimigo me erre

130 na BR, sente o vento na pele

Sepá nós tá tranquilão enquanto os fracos perecem

Tantos se perde ou se erguem, seus pratos fartos não servem

São fatos reais e rude, nesse rolê tá medíocre

Bandida ruim, tá ruim pros fraco

Minha facção no soldado, no reinado, mande a ceia não sou de mandar recado

Metade dos irmão vai, metade dos irmão que cai na mesma história, na mesma mira, na mesma...

Camisa de time pros menó sempre foi maior desejo

E hoje meu guarda roupa tá cheio

E hoje o bolso dos irmão tá cheio

Zona norte segue forte, o bonde tá sem freio

E se perguntar de onde veio:

Do meu máximo do máximo do máximo do máximo, yeah

Eu sempre tive ali no meio pra não ficar mais no mínimo do mínimo do mínimo

Se perguntar de onde veio:

Do meu máximo do máximo do máximo do máximo, yeah

Eu sempre tive ali no meio pra não ficar mais no mínimo do mínimo do mínimo, yeah


[Refrão: Lino Krizz]

Séculos se passam, mesma cena

O meu povo não se vingou, vale a pena

Já é de manhã

Sempre virá um novo amanhã

Pus no pulso essa corrente

Eis-me aqui, estou presente


[Verso 3: Lino Krizz]

Hey, a maldade é hedionda

Enquanto os inimigos sonda

Faço a minha onda

Enquanto o rap estronda

Do máximo ao mínimo a ficar com meu íntimo

Ser ínfimo é gravíssimo, como último ilegítimo

Do mínimo ao máximo sou o mágico do espetáculo

Sou clássico, ácido, lúcido e plácido

Mais que necessária, é extraordinária e feroz

Minha alma me recruta pra essa luta que é de nós

Hey, pus no pulso essa corrente

Eis-me aqui, estou presente