TAKE YOUR TIME E RELAXE

By Liniker

On CAJU

Released on August 19, 2024

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[Letra de "TAKE YOUR TIME E RELAXE"]


[Intro]

Caju

Caju


[Falado]

Querida Caju, bom dia

Me escrevo essa carta em primeira pessoa

Pelo exercício de me ver assim, livre

Nessa estrada longa, o destino que ainda não sei como será

Mas que acredito veementemente

Porque agora eu aprendi a andar depois de ficar de pé

Escrevo isso e me lembro daquela cena do meu filme preferido, Kill Bill

Quando Beatrix Kiddo fica horas depois do coma tentando mexer os dedos deitada na parte de trás do carro

Hoje eu aprendi a correr

E é por isso que eu acordei e quis me colocar num ônibus com direção ao futuro

E eu pretendo passar o dia me observando atenta

E peço, no fundo do pensamento

"Tomara que hoje faça um dia de sol, e se houver neblina, que eu seja um sol interno"

De olhos abertos, eu observo o movimento na estrada

E penso na minha trajetória até aqui

Nas inúmeras coisas que meus olhos já viram

E eu me percebo sendo uma grande colecionadora de boas memórias

É claro, dentro dessas memórias, também existem os equívocos

Os deslizes, alguns tombos, precipícios

Mas é impressionante que mesmo com esses declínios

Eu ainda lembro como voar

Agora, com os fones de ouvidos bem ajustados

Eu sei que eu quero um dia dançante depois de passar por esse estado

Onde o corpo fica amoado, onde naturalmente eu fico de calundu e me esquivo de qualquer coisa que me atravesse

Pela escolha de viver o ranço, chega!

Eu realmente prometi ser o sol hoje

Desde o momento em que entrei nesse ônibus

Eu vejo o trem passando na janela

E penso que as vezes é preciso alguém, um movimento espelhado ao seu

Que lhe faça encontrar um outro sentido pros domingos

Quando o relógio marca às treze

Parece que o dia será um grande enguiço, um embrulho

Um negócio efêmero

Se eu pudesse, hoje eu faria um dia eterno

Um astro noturno, uma fogueira que não se abala pela água

Um eclipse de estrelas

Se eu pudesse, o dia de hoje seria disruptivo a tudo que é lógico

Sorrio ao me imaginar assim, com meu possante na estrada

É preciso ser o retrogosto da boca

E ser eterno em alguma memória

Seu nome não é caju a toa