Released on October 28, 2020

Thumbnail

[Verso 1]

E a tuga mais bonita nasceu dessa diferença

Que existe nas origens onde a mistura compensa

Corte e costura na cresça a minha cultura compensa

Ser a leitura que mia numa língua que me convença

Ser tuga não é a presença tensa que pensa

Que todos os pretos dançam kizomba à nascença

Preguiça não é doença a nossa justiça é uma ofensa

Terra castiça na berra postiça pela imprensa

O Éder so chutou uma bola ele não chutou o racismo

Mas foi salgueiro maia que acabou com fascismo

A história esta contada mas еla não esta culpada

Descobrimos meio mundo ou rеduzimos meio a nada

A criminalidade vem dos pretos ou dos ghettos

È que colarinhos brancos roubam mais que a mão armada

E muitas estatísticas não visitaram becos

Ou mentiram numa entrevista a para responder à morada


[Refrão]

Eu não sei se hei de fugir onde eu nunca fui

Eu sei la só sei que cá dentro a minha cena flui

Então toca essas notas que sabemos nunca ser verdes

Porque os nossos verdes anos são nestas paredes

Tão tuga

Tão tuga


[Verso 2]

Enquanto uns gritam chega por clubismo

E gritam nacionalismo com cinismo

Argumentam o racismo em algarismo

Enquanto não lhes toca é viver o conformismo

Votação é abstenção se houver um sol de eleição

Porque os tugas não pensam em dar toda essa atenção

O pais só vira tensão se não houver refeição

E vinho sobre a mesa para ver bola da seleção

Fátima dispensa essa doença se não vir tostão

Acendam velas que a bless delas é lixo no chão

O crucifixo na mão que reza um terço em vão

Porque os donos disto já sabem onde estão

Eu não sou nenhum Henriques sem sotaque da banda

A ponte tem o nome mas os escravos não mandam

Para arranque para demos passos que abrandam

Troquei o FMI por fim nos meus espaço não cantam


[Refrão]

Eu não sei se hei de fugir onde eu nunca fui

Eu sei la só sei que cá dentro a minha cena flui

Então toca essas notas que sabemos nunca ser verdes

Porque os nossos verdes anos são nestas paredes

Tão tuga

Tão tuga