Tempestade

By Korvus

On TEMPESTADE

Released on August 20, 2021

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[Verso 1]

Traz a caneta po' ringue pa' que eu te arrume

Eu afundo-te num buraco fundo

Sem tangas assume-te e traz lume boy

Vais sufocar com o fumo então traz o teu cardume

Pa' sentirem o perfume e verem como o assunto mói

A cabeça já dói, o mundo roda e tu tás paranóico

Afunda as mágoas em bafos num joint

Enquanto o mundo se destrói

Morre o herói pa' que o covarde viva

Numa história mal contada daquele que mais tarde vinha

Mas não lhe convinha

Aparecer na hora de partida porque à partida aspirou subir na vida

Mas como em qualquer subida na volta há uma dеscida

Então cuidado onde caminhas não vá tropeçares na ida

Tou a pеnsar na saída antes que esta porta se feche

E num desfeche sem introdução

Eu vejo que não falta quem se queixe

Sem razão ou sem noção nos eixos, na cabeça têm um seixo

E à pala de um desleixo pela boca morre o peixe

Por isso eu fecho-me e não deixo que ninguém se aproxime

Segue o contexto do meu texto digo mais do que o que rimo

Não preciso de um pretexto para querer estar sozinho

Há quem deseje que eu baixe o queixo e me subestime

Cinco sentidos, eu tenho o sexto e alucino

Sobe a serra até ao cimo e toca o sino

Avisa o povo que o sermão hoje é cedinho

Traz tremoços e um bom vinho

E se te fizeres ao caminho

Não te aconselho a ir sozinho

Entra no bote e aperta o cinto que tão cedo não se para

O tempo dispara a gente nem repara até que dá de cara

Dizem que o que o tempo juntou ninguém separa

Mas prepara-te porque é rara a vez que alguém te ampara


[Refrão]

Quando cais no escuro nenhum porto é seguro, brotha

O vento quebra o mastro, a maré leva o barco ao fundo

Então agarra-te ao futuro, parte a porta salta o muro

Não é uma tempestade que te leva ao fim do mundo

Quando cais no escuro nenhum porto é seguro, brotha

O vento quebra o mastro, a maré leva o barco ao fundo

Então agarra-te ao futuro, parte a porta salta o muro

Não é uma tempestade que te leva ao fim do mundo


[Verso 2]

Então quando cais no escuro não dês 'pa duro e observa

O coveiro a cavar bem fundo só se enterra e desespera

A morte espera pelo mais puro e tudo o que prospera

Assim que se revela sujeita-se a ir de vela ela não espera

Dá à perna

Neste inferno a fera corre muito mais do que eu esperava

Enquanto houver fôlego foge pa' que não sejas apanhado

Ferro e fogo a dar no corte até que não te sobre nada

Assim nem força foco e fé te levarão a algum lado

Ou então estou errado, não dá pa' tar sempre certo

Também não dou pa' esperto

Mantenho a minha sombra por perto

E eu não nego que tou entregue ao meu cérebro

E confesso que de nada serve se é incerto

Então segue-te pelo cego que vê mais do que deve

Assim que eu entro o barco treme

Só se salva quem consegue

Agarra o leme ou então perde-te

E eu só peço que o sucesso não me cegue

Pa' que eu traga rap de peso mas continue de alma leve

Não é pa' quem quer nem pa' quem tudo perde

Porque puto eu parto tudo sem truques e quem curte

No fundo sabe pa' que lado o puto tende

Então entende que o percurso não é curto

E confunde-te até tu ficares maluco porque


[Refrão]

Quando cais no escuro nenhum porto é seguro, brotha

O vento quebra o mastro, a maré leva o barco ao fundo

Então agarra-te ao futuro, parte a porta salta o muro

Não é uma tempestade que te leva ao fim do mundo

Quando cais no escuro nenhum porto é seguro, brotha

O vento quebra o mastro, a maré leva o barco ao fundo

Então agarra-te ao futuro, parte a porta salta o muro

Não é uma tempestade que te leva ao fim do mundo