Ecos Do Passado

By Kid MC

On #Sombra

Released on September 7, 2013

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[Letra de "Ecos do Passado"]


[Intro]

Kid MC e Mad Contrário

Isto é uma homenagem aos cotas do passado

Mergulhar em ecos, é positivo

Ao som dos homens, Kid MC


[Verso 1]

Angola, eis o teu filho amado

Esta vai para os cotas, mergulhar em ecos do passado

Muitos anos decorreram até aqui

Tenho cenas a dizer na qualidade de meecee

Há muito que venho a analisar

Esperei pela oportunidade ideal para cantar

Mad Contrário no beat, eu não canto Semba

Eu sou aquele negro que rola na street

Isto é uma espécie de dedicação

Por aqueles que também lutaram por esta nação

Dificuldades em época dura

Sentados em quintais, assim fizeram nascer a cultura

Violas e dikanzas nas calmas

Mergulhavam nas palavras de Belita Palma

Lurdes Van Dunem, Liceu Vieira Dias

Música do musseque de noite ou de dia

Assim florescia

A som e a poesia que tarde seria feita pela maioria

E hoje em dia nos esquecemos

Infelizmente já não fazem parte da água que bebemos

Nos iludimos com outras ideias

A aculturação é importação de culturas alheias

Destroi o nosso de forma trágica

Bloqueia a honra do passado como um gelo da antártida


[Refrão]

Sinceramente eu vou dizer, eu faço rap

Só que dos mais velhos não posso esquecer

Eles são a raiz e a chama

Deram a luz a uma cultura chamada música angolana


Sinceramente eu vou dizer, eu faço rap

Só que dos mais velhos não posso esquecer

Eles são a raiz e a chama

Deram a luz a uma cultura chamada música angolana


[Verso 2]

Antes de nós foram eles que existiram

Com o nosso dialeto no peito a música assumiram

E não interessa se fossem amadores

Numa épocas daquelas já não viam mais as condições

E nosso povo sorria sempre

Vendo brilhar os poetas da terra nascidos no musseque

Que vagueavam com aquilo que é nosso

Traziam revolução para a libertação do nosso povo

Muita poesia era cantada

Usando línguas nacionais, os colonos não apanhavam nada

O Kilamba chamava-se Maria das Crequenhas

Por lá se passavam grandes cenas

David Zé, Sofia Rosa, Urbano de Castro

O Semba já tinha muita força

Artur Nunes, Jovens do Prenda

Muitos corações balançaram com o "Choro de Oliveira"

E Os Kiezos rebentavam com tudo

E ficava mais emocionante com o vocalista

Tony De Fumo

Nesta época eu nem era feto

Mas um dia nasci, meus pais passaram os ensinamentos

Mando um abraço para Rui Mingas, Cota Bangão

Tonito Fortunato e Cota Elias

Sinceramente eu vou dizer, eu faço rap


[Refrão]

Sinceramente eu vou dizer, eu faço rap

Só que dos mais velhos não posso esquecer

Eles são a raiz e a chama

Deram a luz a uma cultura chamada música angolana


Sinceramente eu vou dizer, eu faço rap

Só que dos mais velhos não posso esquecer

Eles são a raiz e a chama

Deram a luz a uma cultura chamada música angolana