Perturbação e pensamento constantes
Mudanças de humor, temor a todo instante
Procuro sempre me achar no tempo
Louco de passagem ou louco só por um momento
Viagens em pensamentos ardo
Ainda não to apto a chegar em alguma conclusão
Mente nas nuvens, raciocínio abstrato
Talvez esse mundo seja tudo ilusão
To me dopando de remédio a cada momento
Som no ultimo espero que não tenha tormento
Sem inspiração eu vivo nesse relento
E minha vontade é desaparecer com o vento
Não se vivo ou se sobrevivo
Se eu to pronto ou quase isso
Se arrisco ou ajo submisso
Se sou desinibido ou mantenho meu jeito arisco
Sim abstrato, meus pensamentos voam alto
E poucos vão se identificar com que eu falo
Minhas vivencias sempre justificam a cada ato
A depressão que me levou a poesia pra baixo
Não tenho planos, não comtemplo com planos
E vou me acabando e vou me causando os danos
Nesse mundão que é insano
Me porto, concreto, concerto
Meu tempo, tão pouco, tão louco
Em pleno século 21
Eu sou mais um
Julgado como louco
Me porto concreto concerto
Meu tempo tão pouco tão louco
Em pleno século 21
Eu sou mais um
Julgado como louco
Minha criatividade em baixa
Insanidade em alta
Ideias vem e vão, enquanto caiem as lagrimas
E minha é libertar minha alma
Exorcizar os demônios que me atacam
Enigmas da vida que não alerta minha visão
Percebo que na vida sou o meu próprio vilão
Embora eu sigo perdido em outra dimensão
Com que faça que eu viva atormentado e sem ação
No epicentro, a um metro, dos pico dos meus problemas
Perdido no mundo, mas não, privado da cena
E o tempo já começa passar em câmera lenta
E eu vou desaparecendo aos poucos
Como brisa serena