Released on August 4, 2008

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[Intro]

Deselegância, hein, meu


[Verso 1: Kamau]

Diz que diz, sem noção, sem razão

Fala um monte, mas a fonte é geralmente duvidosa

Muita prosa, pouco verso, sem batida

Mutante de zói grande e língua comprida

Que quer me alugar, quer meu lugar

Ao invés de se levantar, quer me derrubar

Ô dó, mas quê que eu posso fazer?

Cê sabe demais de mim e eu nem sei quem é você

Nunca vi no rolê, no metrô, no busão

Na função, no perrê pra pagar condução

Pensa que eu tô patrão, te devo satisfação?

Nunca me deu um tostão e agora quer dar palpite?

Tô no limite, não me estressa, nem começa

Aí, não me interessa sua opinião (Vacilão)

Achou ruim, firmão, deixa assim

Não tô a fim de me perder pelo que acham de mim


[Refrão]

Você não sabe komwé, como foi, qual vai ser

E quer falar sem saber (Eeeh!) Falta do que fazer

Falou o que quis, agora escuta o que não quer

*Você não sabe como é...* (x2)


[Verso 2: Emicida]

Uns diz que sumi, outros que me encontrei

Que me vendi, outros que acertei

Uns fala que perdi, outros diz que ganhei

Eu? Não digo nada, pois só digo o que sei

Pra opinar nas ação do Emicida, mais de mil

Engraçado, Leandro quase morreu de fome, ninguém deu um piu

Então shiu, ow, desagradável

Fale ao motorista somente o indispensável

Eu vim deixar uma coisa clara, tiozin

Entenda: Eu falo pelas ruas, as ruas não falam por mim

Os verme age assim

Comenta sobre onde fui, experimenta saber de onde vim

Sobra tempo pra quem fala, falta tempo pra quem trampa

Tua caixa preta guardam na vala, regra um de Sampa

Sou o que espanta zé povin da lida

E o segredo da paz mundial é cada um cuidar da sua vida


[Refrão]


[Verso 3: Kamau]

Aí, posso ser mais específico

Nunca subestime um sujeito pacífico

É típico de bico que só vive no quase

E nunca passa de fase, sempre bate na trave

Caso grave, do mal que matou Caim

E eu não tenho mais que dó de quem vive assim

Não vou declarar imposto pra quem não merece

Ou tentar me explicar pra quem não conhece

Deus não dá asa à cobra, então vai, se arrasta

Já basta, deu sua cota, vai, se afasta

E observa, bisbilhotar é coisa feia

Não vou pagar propina pra fiscal da vida alheia

Quer que desenha ou já dá pra entender?

Que por aqui nem a migalha vai sobrar pra você

Se a carapuça lhe serviu, pode comemorar

Vai, gandula, pega as bola e me deixa jogar


[Refrão]


[Outro]

-Vagabundo não tem o que fazer

-Tem que dá um gato, mano. Dá um gato pra ele, ele cuida das 7 vidas do gato, deixa nóis viver em paz, mano

-Dá um Tamagotchi, vai trabalhar de babá, mano. Tá ligado? Deixa eu

-Os zói de Tandera, com a língua do Tamanduá , trabalhando 24 por 48

-Põe tudo no saco e ó!


[Scratch/Outro]

*Como é que é*

A Rua é Nóiz! A Rua é Nóiz!

*Como é que é*

Quer saber? Fui!