Released on January 21, 2012

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[Intro]

Virtus

Enigmacru

Sexto sentido, AMR


[Verso 1: Virtus]

Exceções fazem alusões a boas intenções

Ilusões trazem noções de precipitações

Algo escreve que esta viagem nos pede uma cantiga

Esta é uma canção breve ou sempre estivemos de partida

Nunca é tarde para exceções até algo nos vir dizer

Levantar cedo e cedo erguer para mais alguém desaparecer

Ser pontos coincidentes unidos com incidentes

Ser do mesmo fruto mas de gomos com sumos diferentes

Videntes por temer que um dia tudo morre

E mais evidentes por saber que nada disto corre

Admito que nunca houve qualquer exceção à regra;

Confessas, contestas, mas falhas e quebras em ti

E quando te juntas a mim quem é que avança

Depois dessa tempestade vem a tua vingança

Parcerias sentimentais diluídas até hoje

Porque eu somo mais um mas não somos mais dois


[Verso 2: Chek]

Disse nunca tantas vezes tinha de falhar alguma

Perdi as palavras no meio do fumo e disse fuma

Realmente esqueci-me do que era real e não as deixei de ver como falhas mas via-as como uma explicação

Crescemos, vemos as coisas serem diferentes

Por serem tão iguais e ficamos diferentes igualmente

Excecionalmente, aceleras, brincas com o tempo

Bates e matas o teu amigo mas foi um acidente

Amor, tenho palavras dentro do meu pensamento

Nunca me tinha acontecido esconder-me de mim mesmo

Desisti de muitas coisas para ter-te dentro do meu corpo

Contigo vivo, e sem ti sinto-me quase morto

Confronto o tempo e isso não me preocupa, só ocupa o espaço das perguntas, porque tiras-me todas as dúvidas

Um dia acordamos tarde demais, tu acordaste-me cedo e a noite não me foi tão comprida como as últimas...


[Scratch: DJ Crava]

Prometemos, não cumprimos exceções...

Perdi as palavras no meio do fumo e disse fuma...

Excecionalmente aceleras, brincas com o tempo

Quem é que avança depois dessa tempestade

Por temer que um dia tudo morre...


[Verso 3: Each]

Coloquei a hipótese de tentar perceber o teu lado

Estiquei a corda e parti-a antes dela ter quebrado

Confesso não ter pensado que isso fosse necessário

Fui habituado a ouvir o sempre como sendo temporário

Temos ignorado o que às vezes ias vendo

Já agia como se tu não visses sempre

Exceto quando cedia o suporte da consciência, tão leve

Quando a perdia já não sentia diferença

Isto sem não contar as exceções que temos concedido

Ao ver-te como mãe e tu não me veres como filho

Prometemos não cumprimos abrimos exceções

Que permitem coisas que à partida nunca nos permitíamos

Fugimos dos problemas, não os resolvíamos

Criamos regras, quebrá-las era o melhor que conseguíamos

Isto pode não fazer muito sentido

Mas passaste de excecional a uma exceção p'ró meu espírito


[Verso 4: Virtus]

Porque em caras não vês almas, é o facto o qual encaras, mas o que nos faz crer na alma é quando ela se vê na cara

Vê na cara e na minha não posso ser mais animado, ao teu lado não sou sendo só um ser inanimado

Esperava que esta ligação fosse sempre a maior

Expectativa uma piada fui o último a rir pior

Há! há vezes que perguntas o que penso

Fazê-lo sem hesitar, às vezes o que faço é apenas pensar

Se isso for um problema, dá um tema, escrevo, fico na mesma

Então sempre fui eu o problema

Sabes, acho que mais vale a grandeza de sermos fúteis

Porque querer saber demais por vezes torna-nos inúteis...

Não tenho espaço para uma exceção, agora é tarde

És a matéria que não percebi por ter decorado

E se hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Tu não vais ser o resto dos dias da minha vida