Released on January 21, 2012

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[Verso 1]

Viagens repetidas como loucos

Procura da perfeição aquando alguns enganos seguem os intuitos

Recaídas, situações digeridas por juventude

E sem querer passam a datas e morrem como um assunto

Eu faço com que passem e penso

Nada ultrapassa a rima mas memória eu transporto

Que ultrapassa por cima

Sem um aviso prévio como qualquer ida inesperada

Entender que quando alguém morre há uma falta justificada

Viagens, problemas de engrenagem e imprevistos

E a mecânica mental não pode viver longe disso

Há um fio lógico, fisiológico, inconstante

Numa constante perda que nos vai contando

E anos puxam o rosto para baixo sem dar por nada

Pr'aprender que a vida não passa a ferro, pele engelhada

E a distância é uma finta da dor, saudade engata

Borracha de tinta por muito que apague deixa a marca

Continuidade é uma batalha em hipótese

E recordar é uma prótese do bem estar, mas são só fotos

Ter outros modos para enfrentar, e lutar e não dar

Ideia que isso não se pode (não...)


[Refrão]

Bocados imortalizam fases

Um passo pode ser um impasse, mas quem dirá

Datas são atrasos, datas são espaços

Que trazes no vento que tu sopraste

Frases originam os laços

Mas prazos são entraves quando o que dá não dá

Datas são começos, datas são endereços

Que guardas no tempo no qual moraste


[Verso 2]

Pois dói ter a vontade de voltar a ser enganado

Com três anos e com panos de fumo na volta ao mundo

Parado

Datas são tendências de uma casa

E regressam quando existe de novo mais uma vaga

Discutes com quem te incute maneiras

Queiras ou não queiras

Mesmo que o contrário te faça pressão nas veias

Porque o sangue não está ao alcance da ótica

Discussões acontecem por barreiras biológicas

Datas também são atrasos

E há uma data delas que alugou uma data de amizades

Curto prazo, e um curto passo pode ser um salto

Mas no alto é que entendes passo a passo a dor dum salto

Acidentes em contratempo são regras do tempo

Apagões anteriormente são luzes posteriormente

Mas o que era tão mágico agora é tão cénico

Cenas mudaram e obrigaram-me a ser mais fotogénico

Exigências, experiências, mais competências

Nunca me vi um dia 'tar pronto p'ra concorrência

À medida que o corpo cresce faz-se de teorias

Ninharias de estupidez, está é a minha teoria

Vou a um rap meu antigo, encontro uma verdade

Ter liberdade não é ser libertado

Mas o que é que nos liberta?

É a ausência das pessoas ou conversas

Diversas merdas com uma data e espera


[Refrão]

Bocados imortalizam fases

Um passo pode ser um impasse mas quem dirá... (quem dirá)