Released on January 21, 2012

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[Refrão]

Cheira a morte, vem debaixo do alcatrão das ruas

Guarda da noite que pessoas matam às escuras

Há solidão sem sem salvação à troca

Socorro, alguém 'tá só porque o alarme já não toca

Cheira a morte, vem debaixo do alcatrão das ruas

Guarda da noite que pessoas matam às escuras

Há solidão sem sem salvação à troca

Socorro, alguém 'tá só porque o alarme já não toca


[Verso 1]

Cheira a morte, vem debaixo do alcatrão das ruas

Guarda da noite que as pessoas matam às escuras

É o circuito do mundo que acorda à vista

Umas passam outras vêem passar para passar a intriga

Cidadão perdido, aflito

Porque engolido pela ganância mal curada

E a dar socos em vidros

Passeia pelo casino para voltar ao mesmo ponto

Joga um conto, ganha um conto, fuma um conto

Saiu do eixo, mas agora és tu quem faz o ex-

Mais um melhor amigo a comer a tua ex-

Saiu, engravidou ou vê-se nova para ser cota

E já não goza, porque à noite tudo o que não mata engorda

Atração surge algures à primeira é pronta e siga

Fazem pactos de sangue desse amor que é pronticida

A melhor, quem quer saber notícias onde miúdas estão mais sós

Que avós em corredores de obstetrícia

É obsceno, tanto enredo, são filmes com outra carga

Como é que debaixo de um telhado manos metem tanta água

Inundação de situações com longa duração

Ampliação de factos emergidos sem uma opção


[Refrão]

Cheira a morte, vem debaixo do alcatrão das ruas

Guarda da noite que pessoas matam às escuras

Há solidão sem sem salvação à troca

Socorro, alguém 'tá só porque o alarme já não toca


[Verso 2]

Nascem bandidos por pais que não tinham um propósito

E passados 8 anos recebem certidões de óbito

Filhos ganham idade em enganos

Carregam, entregam currículo nas ruas com envelopes castanhos

Gestos urbanizados, gestos não avisados por putos improvisados

Que vieram para serem usados de vez de casa feitos

Sem falhas em ambientes caóticos

Protótipos de locais onde não há nomes próprios

Há cuca na coca e o osso já solto, tens o teu gosto

E quando aprendes a ter gosto, é já dou

Então já foste

Pesado, encarar isso à maneira mais sombria

Pela qual ainda se põe em causa existir poesia

Quem não sai aos seus gera vergonha social

E por sinal o sonho de família irreal

Maus irmãos emagrecem, um ficar sem o prémio

Dum familiar que ganha peso num Magalhães Lemos

Afeiçoam-se à ação de criar pessoas

E mais tarde desarmam na feição ou receio da solidão

Duma refeição à luz de: essa é companhia?

Numa troca injusta e a saudade de ouvir a campainha

Muitos olhos escondidos por um cobertor no chão

O sono dentro dum caixote espera oferta dum caixão

Por detrás de cada homem há uma grande surpresa

Porque por detrás de cada marginal há uma casa à venda


[Refrão]

Cheira a morte, vem debaixo do alcatrão das ruas

Guarda da noite que pessoas matam às escuras

Há solidão sem sem salvação à troca

Socorro, alguém 'tá só porque o alarme já não toca

Cheira a morte, vem debaixo do alcatrão das ruas

Guarda da noite que pessoas matam às escuras

Há solidão sem sem salvação à troca

Socorro, alguém 'tá só porque o alarme já não toca