Released on January 21, 2012

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[Verso: Virtus]

Há uma espécie de transposição das coisas por vontade

O que estava certo agora é a certeza de estar errado

E o que me incomoda é a constante baralhação

E as falhas fazerem parte de qualquer boa educação

E tudo isto serem somas para acabarmos divididos

Recomeçarmos repartidos sem tirar partidos

À partida és tu que mandas mas mandam-te a correção

Tens um pai até aos vinte e depois tens um patrão

Abominação, sujeição a ser sujeita ou não

Caga p'ró currículo aprende a apertar a mão

'Tás desperto, faz-te esperto, age esperto e ilude

Vende o chupa, há um miúdo; há quem chupe para ter canudo

Apropria-te ao contexto, não te vejo com uma carta

Com um texto escrito bonito que me fique bem com a minha saca

Quem te arrasta, isto não estava no teu mapa astral

Chamem uma ambulância, hemorragia social!

Doutor, é possível um cérebro de titânio?

Não, o teu cérebro é demasiado contemporâneo...

'Tou fodido, sou um quadrado ampliado 9 vezes

Mãe, se eu me encolher dás-me mais 9 meses?

Eu mal sabia e fui p'á maratona p'a correr sozinho

Rapazes das caçadinhas, apanhas do pé-coxinho

Preguiçoso, mas pontual p'a ver o que é justiça

E se eu soubesse eu tinha tido mais preguiça...