Released on October 13, 2017

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[Refrão: Maria Alice]

Ela deu tchau

Mas ficou comigo

Brincou com perigo

Ela sabe o que faz

Buscou abrigo

Me chama de caos

Mas eu sou o cais


[Verso 1: Jeferson Devon]

Cê quer me confundir com seus conflitos tolos

Acabando com meus infinitos todos

Poderia ser meu céu e contrariar Sartre

Mas hoje a minha metade é o teu fogo

Não sei como caio fácil nesse teu jogo

Enquanto espalha tudo pelo meio da casa

Contando os planos de morar no meio do nada

Se esquecer de todo mundo

E começar tudo de novo

Mas eu gosto dessas ideias e de outras, piores

Tipo, a gente enfrentar essa pista na chuva

É que eu sou rápido, você é curva

Exercícios diários de aceitação mutua

Compartilhamos os mesmos vícios

Desejos promíscuos

E ainda assim se for

Traz uma paz que eu detesto

Porque não me emociona

Nem desvenda os mistérios

Que habitam meus ritmos


[Refrão: Maria Alice]

Ela deu tchau

Mas ficou comigo

Brincou com perigo

Ela sabe o que faz

Buscou abrigo

Me chama de caos

Mas eu sou o cais

Ela não sabe o que faz, cais x2


[Verso 2: Jeferson Devon]

Uma frieza intima

Te observo como um serial killer observa a vítima

Que me pede um beijo como o último desejo

E eu cedo como se essa chance fosse a ultima

Todo medo é uma duvida

Como amar alguém que te acuse

Hoje tive certezas, mas agora eis-me aqui

Ouvindo nossa música

E querendo te matar nessa jacuzzi

As tragédias mais hilárias que vivi

Seu calor eu quis que me ilumine

Pra que meu corpo gelado, vermelhe e vibre

Meu coração que finge que vive

Que espanta o que tive

Se bater, me atinge

Pois só ama o que aflige

Acertou em cheio, todo o vazio que tenho

Com saudade, gata

Desse amor covarde

Ou como queira chamar

A calmaria começou a me enjoar...

Vem aqui, me matar


[Refrão: Maria Alice]

Ela deu tchau

Mas ficou comigo

Brincou com perigo

Ela sabe o que faz

Buscou abrigo

Me chama de caos

Mas eu sou o cais

Cais, ela não sabe o que faz, x2