Released on December 7, 2018

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[Verso]

Um, dois, três, são vários mc's

Eu conduzo a história, mano

Pra um final feliz

Matrero por inteiro, mano

Foi o que eu sempre quis

Informação, ação

Pé no chão e raiz

Desliza a estratosfera

Fera lida, guerra lida, guera briga

Entorpece a vida

Sequela é sina, sino, cena

Ginga Brasil, cadeia, homo sapiens

Ingles

Pense três vezes, eu vim no mês seis, pra vocês

Perto do centro, nunca dono do ciclo

Tirando o veneno da cobra

Rasgando o teto eu me sinto

Revolução verbal, I find out

Depois de Cabral , reconstruí o sarau

Aos meus, dou aval

Põe a bola na cal e call me

Mas calma, vim pra fortalecer a alma

Tirar o corpo da lama

Pela chama que me chama

Nunca menos aqui

Amenizo o senso dali

Depois de Dalila, não sucumbi

Aumentei o Ki, lastima

Versos fogem da gramática

Cubos Rubik, matemática

Veja a cidade, tática, enigmática

Fui pro garimpo, firmar o vínculo

A paz como veículo

Teto astral a termo bíblico

Sincero, nunca cênico, cósmico

Nunca cômico

Sintonize ao registro supersônico (o que?!)

Perde o bonde, to ouvindo Pharaoahe Monch desde ontem

Get the fuck up!

Colando rima com Super Bonder

Nova época, sem mascar chiclete demais

Passando a visão em tabletes de bloco de notas, cartazes

Afrontam rivais

Na terra de Temer, todos temem (tem mais)

Pra encher a dispensa, nem Mister M

É fácil perder o controle do leme

Quem tem poder, é quem compra

Quem passa mal, é quem vende

Bem-vindo a Classe Z

Sem visão 3D, Wi-fi

Onde o lucro gira, mas ninguém vê pra onde que vai

Eu sei que tu me entende

Vida latina, nego

Nada mais me surpreende


[Saída]

Matrero 2018, do novo ciclo

Ai, Brasil, vamo abraçar a intolerância ou a mudança por completo

Nunca se esqueça: o que é novo, sempre vai vir de nós

Até porque não é o governo que faz o povo, e sim o povo que faz o governo, tá ligado?

Não vamo deixar coisas externas atrapalhar o nosso desenvolvimento como nação

E pra vocês: seja bem-vindo ao álbum

Equilibrista