Released on February 29, 2020

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[Verso]

Península de Setúbal, às vezes parece longínquo de tudo

Mas é um previlégio estar no lado certo do Tejo

Surto [ilege-o?], transformar em poesia tudo o que vejo

Prédios, Almada é dormitório, mas ninguém dorme

A street é um escritório enorme

Histórias de vitórias, outras da vida inglória

Migração, emigração, integração, interação

Os seres humanos são: centro da terra onde estão

E a terra em questão é esta: Margem Sul

Onde personagens fazem tudo em nome da inspiração

E em nome da festa, eu sou daqui

A terra onde eu cresci, sempre vivi

A jogar à bola na street, agora é consola p'os kids

Ninguém se consola quando os problems vêm atrás de ti

É assim: You allways gotta' watch your back

Há sempre uma saída do beco

Liga o Google Maps, eu e os badamecos no Google Raps

A graffitar walls com fat caps

Vê lá bem onde é que te metes

História já foi contada pelos avós

Há de ser contada pelos netos

No regrets, congrats a todos os meus survivers dos ghettos

Sejam brancos ou pretos, asiáticos ou de leste

Não há faroeste, é dar o teu best, o que é que te parece?

Atravessar a ponte todos os dias p'a ir buscar o cash

Ma' na Margem Sul não há bules, só chulos sem escrúpulos

[?] tem múltiplos, meu império, meu refúgio