Eu vou pedir exílio e buscar minha cultura
Estão ditando paradigmas de forma crua
O processo, eu sei, é fruto de toda essa indústria
Que te dá seu gosto
Te faz produto de mercado sem olhar pro lado
Olhos vendados de cima da esteira
Escolhendo as roupas, o sexo e a certeza
E vão girando as engrenagens
Seremos feitos de tempo, nossa energia de dentro
Convergida em dinheiro, que é pra nos salvar
Seremos os arquitetos, traçando os paralelos do nosso próprio epicentro
E vida come vida
Eu não quero mais
Eu quero a hora da estrela
Eu vou me atropelar
E pior que não basta se eu sair daqui
E pior que não basta se eu deixar de existir
E pior que não basta se eu parar de sorrir
E pior que basta
A minha pele
Tá rangendo desigual
E o sangue ferve
Feito pôr do sol
Mas se eles vissem o que eu vejo
Se eles vissem o mesmo
[Vocalização]
Vamos queimar as bandeiras
E o que vem nas entrelinhas
Pra essa juventude andarilha
Pé de cerrado, alma latina
Você, em medo, se cria
E o ódio se dissemina
Vou com um sorriso no rosto
Ser dissonância, cantar poesia
Destruir para construir-se
Destruir para construir-se
Destruir para construir-se
Destruir para construir-se
Destruir para construir-se
Destruir para construir-se