Released on July 12, 2019

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Eu vou pedir exílio e buscar minha cultura

Estão ditando paradigmas de forma crua

O processo, eu sei, é fruto de toda essa indústria

Que te dá seu gosto

Te faz produto de mercado sem olhar pro lado

Olhos vendados de cima da esteira

Escolhendo as roupas, o sexo e a certeza

E vão girando as engrenagens

Seremos feitos de tempo, nossa energia de dentro

Convergida em dinheiro, que é pra nos salvar

Seremos os arquitetos, traçando os paralelos do nosso próprio epicentro

E vida come vida

Eu não quero mais

Eu quero a hora da estrela

Eu vou me atropelar

E pior que não basta se eu sair daqui

E pior que não basta se eu deixar de existir

E pior que não basta se eu parar de sorrir

E pior que basta

A minha pele

Tá rangendo desigual

E o sangue ferve

Feito pôr do sol

Mas se eles vissem o que eu vejo

Se eles vissem o mesmo


[Vocalização]

Vamos queimar as bandeiras

E o que vem nas entrelinhas

Pra essa juventude andarilha

Pé de cerrado, alma latina

Você, em medo, se cria

E o ódio se dissemina

Vou com um sorriso no rosto

Ser dissonância, cantar poesia

Destruir para construir-se

Destruir para construir-se

Destruir para construir-se

Destruir para construir-se

Destruir para construir-se

Destruir para construir-se