Released on July 26, 2016

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[Refrão: Bidi]

Num equilíbrio entre a maldição e o dom

Vivendo num plano onde não existe perfeição

Pilotando a nave sem por as mãos no guidom

Esquecendo o mundo e transformando ele em um som

Num som, um som, pra nós

Que seja bom pra nós, pra nós, um som

Que seja bom...


[Verso 1: Bidi]

E eu te pergunto quem inventou essa versão

Talentos morrem no excesso de vaidade

Afogados nesse mar de presunções

Selados no reflexo de uma vil realidade

Antes do mel tem o fel

Lembro dos que já partiram quando olho pro céu

Arquitetando a queda da torre de Babel

Genialidades jogadas ao léu eu vejo

Abro mão dos meus próprios desejos

Esse não é o tipo de mundo que eu almejo

Mas ainda assim festejo, tentando me esquecer

Ignoro as dores num cortejo pra você

Eles nos prometeram que um dia íamos vencer (quando?)

Mas eu só vejo derrota

Dizem que a vitória é ter carros e notas, mansões

Acres e cartões, fujo dessa realidade nas minhas alucinações

Que são tão sãs

Faço pelos meus irmãos e minhas irmãs

Mas a maldade é como um imã

Facilmente ela te tira do foco

Eu não troco o que eu faço por nenhuma promessa de êxito fácil

Entenda que minha alma não tá a venda

Eu tô fazendo por Amor, não tô pensando em recompensa

Ó

Se eu tiver que andar só

Não vai acabar em pó ...


[Refrão: Bidi]

Num equilíbrio entre a maldição e o dom

Vivendo num plano onde não existe perfeição

Pilotando a nave sem por as mãos no guidom

Esquecendo o mundo e transformando ele em um som

Num som, um som, pra nós

Que seja bom pra nós, pra nós, um som

Que seja bom...


[Verso 2: Rod]

Realidade tensa

A prisão é a matéria densa

Perigo só existe pra quem pensa

Pergunta pra Vida se a morte compensa

Saúde e doença, que o melhor vença

Te prendem nas selas, grades são crenças

Se perdem os tolos, guerras santas

Se prendem no ouro em terras tantas

Igrejas falidas, moedas quantas

Todas pra eles e o mundo sangra

Aos falsos deuses em couro cantam

As naves dos Deuses reais, planam

Pessoas por deuses leais, clamam

Vilões e suas armas letais, tramam

O povo que reza em suas casas reclamam

E nenhum desses deuses vem quando eles chamam

Nenhum desses deuses desceram salvando

Enxergo meus medos se degenerando

Tô regenerando tudo a minha volta

O ódio destrói, dói-se a revolta

O tempo que foi, foi, nunca volta

A foice que corta limita seu tempo

Minha alma é eterna independe do templo

Meu corpo é a nave, piloto no vento, tenta


[Outro: Bidi + Rod]

Minhas escolhas são assim ...

A espada, o escudo, a estrada diz tudo, a estada

Mais do que esperei pra mim ...

São etapas do tudo, é no nada que surjo, meu bairro é o mundo...