Released on February 6, 2020

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[Refrão]

Man eu nunca paro, eu estou vivo

Já nem me comparo, sou exclusivo

Gene Saramago, lê o livro

Vê o génio, eu gravo, vê o vídeo

Man eu nunca paro, eu estou vivo

Sorte grande, claro, chapo gringo

A monte, não me agarro, fugitivo

Hoje eu sou o bravo, sou o índio, eu sou o índio


[Verso 1]

Queres que eu diga o quê man?

Se vês que é mais que óbvio que o microscópio foca no ADN

E vê que o barco treme

Em cada xuto e pontapé estou de pé com a fé do homem do leme

E não sou UNICEF

Num universo ao inverso do que eu peço é que eu lidava com a idade ten

Mas eu sou big ben

E se eu pus o mic na mão e tu biberão, viverão o big bang

E eu virei skinhead

Para arejar a mente rapidamente mas praticamente não penso dread

Mas vá, eu dropo dead

E volto ao passado, deixa o recado no Motorola desse motorhead

E eu estou em estado zen

Mas com a pose de um boss com overdose na dose de um brufen

E se eu peguei na pen com a fam na back

Como uma backpack, o feedback é cheque, ámen


[Bridge]

Eu dou um abraço aos meus, um braço a Deus

Se eu passo adeus pa todo o sempre, e se eu caço os teus, eu tinha medo de vez, só tu não vês, que és ingénuo

A queimar pneus, montar museus com clássicos de um louva-deus, eu louvo a Deus

Deixar a fé no top, top acabar com ateus, acabar com os teus a dizer god damn


[Refrão]

Man eu nunca paro, eu estou vivo

Já nem me comparo, sou exclusivo

Gene Saramago, lê o livro

Vê o génio, eu gravo, vê o vídeo

Man eu nunca paro, eu estou vivo

Sorte grande, claro, chapo gringo

A monte, não me agarro, fugitivo

Hoje eu sou o bravo, sou o índio, eu sou o índio


[Verso 2]

Pa' tombar 'tou pronto, manter no meu ponto, bater no ceguinho

Até que eu encontre a vista no ponto, ou ponto de vista

Que me diga jesus prossegue com o esforço

Prossegue com o esforço

Quem falou mal chega um dia e calou-se

Vira animal, depelar carne e osso

Isto não ossos do meu ofício, é o ofício eu dei ao meu osso

Vejo quem fica nervoso, pica ou picou-se

Vira drogado por money até que esse money se vinga, no fim ele vingou-se

Boy vê lá se ele ainda é doce

Como é que não sabes que a dúzia é doze

Não é ingénuo, é ser vergonhoso

Se for para tombar eu tou pronto, ya

Taco a taco com a mania que ele é craque

Mas não entra neste game nem a sacar o meu crack

Saco o pincel e o taco, com a minha arte ataco

Quem diria que uma rima vinha a ser o Art Attack

Mais um nite que eu apago para foder o teu combate

Mike el nite, Saramago, é para estar no mesmo saco

Vim para 'tar no topo, eu não jogo para o empate

Fuck that, tu não me chames broda

Só queria ser honesto, não me chames nada

Para quem vai ser o best, não te vejo a cara

Nem se fosses o meu Cristo eu te beijo a cara

Fuck that, eu 'tou quente, sun

Quero aquecer o meu banco para o meu son

Terrorista, há quem me chame pakistan

Tou ciente que quem treme diz é que Parkinson, fuck it


[Bridge]

Eu dou um abraço aos meus, um braço a deus

Se eu passo adeus pa todo o sempre, e se eu caço os teus, eu tinha medo de vez, só tu não vês, que és ingénuo

A queimar pneus, montar museus com clássicos de um louva-deus, eu louvo a deus

Deixar a fé no top, top acabar com ateus, acabar com os teus a dizer god damn


[Refrão]

Man eu nunca paro, eu estou vivo

Já nem me comparo, sou exclusivo

Gene Saramago, lê o livro

Vê o génio, eu gravo, vê o vídeo

Man eu nunca paro, eu estou vivo

Sorte grande, claro, chapo gringo

A monte, não me agarro, fugitivo

Hoje eu sou o bravo, sou o índio, eu sou o índio