Matrix

By Haikaiss

Released on 2007

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[Verso 1: SPVIC]

De volta ao mundo

Matrix, piso com os dois pés no chão

De café coca, pré pra moca

Em meio à lotação

Em expansão 360 dessa dimensão

De observadores amadores os defeitos e das dores

Poucas cores em questão

Saldemos a população

Salvemos a população

Salvemos à alienação

Sabemos dessa condição

Nós temos a opinião

Só escuta, (só escuta)

(E ouvi sua profissão)

De mudanças sem promessas

Sei criar a esperança

Eu acredito em resultado

E assim que se avança

Não balança no portão

Pois ação tem reação

Aqui se faz, paga

Com juros, e não tem perdão


[Verso 2: Spinardi]

Relembrei, acordei, despertei

Os meus sapatos calcei

Caminhei, almejei

Em meio à rimas madruguei

Errei, dispensei

Lutei e continuei

Tentei, tropecei

Visando a meta levantei

Necessário o fim dos fatos

Pra que encontrem os fracos

Ou aquele cuja a força é o que define o status

Um escuro abstrato

Que possa prejudica-lo

Objetivo um afundar tua lente

Sem ralo

Eu quero que você se foda

Pensa que eu não vejo você?

Cê tá pagando pra ver

Pra quê pra quê

A insistência de tentar se esconder?

Moradora de sorrisinhos e beijinhos bv

Nem toda insignificante

Conjurado besteira

Nem sempre ratos podres

Só caminham entre à sujeira

Não é bobeira

Digo pelo o que vi e senti

Por aqui, por ali

Como eu soube mc

Revoltante

Vários se indignam aí

Ser bem tratado como flor

Quem é recíproco ao lixo

Fora isso já é visível

Que tentou ser silêncio

Tá na cara code mood

Não depende só do texto

Entendeu? percebeu?

Não sei se compreendeu

Se torna bem parecido

Com o que já se escreveu

Ou o que você ganhou

Ou o que você perdeu

Se esqueceu

Se ganha quando perdeu

Fudeu

Mas enfim

Diz, me diz o que cê tem pra passar?

Haikaiss servindo de mensagem

Pra poder te alertar

Te inspirar, mostrar

Que pode ser tudo perfeito

Depende da atitude

Depende do seu jeito


[Verso 3: SPVIC]

Mesmo assim tem quem vem

Não me quer bem

Nem eu te quero, espero

No cruzal você também

Um dia cresce alguém

Que expõem fatos

Mostra reféns

Quem ouve é só mais uma peça

E quem fala também

É porém, preço e a arte

Que nos enquadra em tela

Desde daquela frase velha

O que é dentro da favela

Ano novo vida bela

Ilusão, vice-novela

Paralela, realidade

Burro é quem se modela