Released on March 14, 2004

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Não quero ser ninguém, apenas ser eu mermo

Basta um berro e o zen eterno volta a ser o caos do começo

Alerta, a Terra morre e a vida agora possui preço

Num quarto no quinto dos infernos só rezando o terço

Vai ser dado a mim o bom e o ruim que mereço

No fim Jesus de jeans e os bebês com pistolas no berço

Eu sei que é assim, porque, vai que eu não me perco?

Inimigos unidos por telefonemas sempre planejam (sempre)

Mas sei que nada muda sem avisar, de repente

Pelo menos comigo Chronos tem dado bônus de presente

Sinto a alma das pessoas por isso sou alguém diferente

Pra falsos dando tapa nas costas, face falsa sorridente

Verdadeiros guerreiros não sóbrios, porém poderosos

Os de terno poderosos? esses sim são duvidosos

Parece que com a desgraça do povo os putos soltam fogos

Deixando os representantes e as vozes das ruas nervosos

Gutierrez, sangue ferve, derruba qualquer tese

Nasci pra fazer Rap, quem quiser me seguir segue

Tô lento como um Reggae, pensando tanto que fede

Não esfrio nem se cair neve, minha alma prossegue

O caminho pra mim é calmo mermo caindo 30 bombas

Apenas aumento o walkman e aponto uma arma pra minha sombra

O ser humano é o Apocalipse da Terra, do céu e das ondas

E nossos heróis tão velhos e gordos indo pescar de Monza

Não espero ajuda de ninguém, por isso virei autodidata

É por impulso, nunca fiz curso, sei mexer em quase nada

Reforce sua sabedoria, não seja cabeça fraca

O mundo é hostil, somos apaixonados pelo que nos mata

Cada ano é um quebra cabeça de 365 peças

Primeiro traço umas 365 metas

Depois boto em prática 365 idéias

E poderei comemorar em 365 festas