[Verso 1]
Minha viola hoje variou
E ateou fogo num igarapé
Feito a esfinge que também é
Garra de bicho com voz de muié
[Verso 2]
Minha viola hoje lucinou
Viu esmeralda no verdor do escarro
Pra se apurar remisturou
Nelso Rodrigue' com 'Manel' de Barro'
[Refrão 1]
Ô, dito assim
'Té parece que mangou de mim
Mas fui eu que pedi
Quem me ama tem que se afligir
E ela já convidou
Pra interpretar o canto do pajé
Um curió com a faca no gogó
[Verso 3]
Minha viola hoje variou
Em vez de corda< tange um buscapé
Tá me pedindo que é pra tocar
Com mãos e dúvida dе São Tomé
[Verso 4]
Minha viola hoje lucinou
Quer melhorar a sua antiga imagеm
E convidou Turíbio Santo'
Pra embelezar o andar da carruagem
[Refrão 2]
Ô, dá pra ver
Que a viola quer se promever
E ela diz, sem corar
Quem me ama tem que me afagar
Mas agora inventou
Que é um pouco para fazer bobage'
Com dois é bom, com três é sacanage'