Released on October 3, 2017

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Era um, era dois, era cem

Era o mundo chegando e ninguém

Que soubesse que sou violeiro

Que me desse um amor ou dinheiro

Era um, era dois, era cem

E vieram pra me perguntar

E você, de onde vai, de onde vem?

Diga logo o que tem pra contar

Parado no meio do mundo

Senti chegar meu momento

Olhei pro mundo e nem via

Nem sombra, nem sol, nem vento

Quem me dera, agora eu tivesse a viola pra cantar

Era um dia, era claro quase meio

E um canto calado sem ponteio

Violência, viola, violeiro

Era a morte ao redor, mundo inteiro

Era um dia, era claro, quase meio

Tinha um que jurou me quebrar

Mas não lembro de dor nem receio

Só sabia das ondas do mar

Jogaram a viola no mundo

Mas fui lá no fundo buscar

Se eu tomo a viola, ponteio

Meu canto não posso parar, não

Quem me dera, agora eu tivesse a viola pra cantar

Era um, era dois, era cem

Era um dia, era claro, quase meio

Encerrar meu cantar já convém

Prometendo um novo ponteio

Certo dia que sei por inteiro

Eu espero não vá demorar

Esse dia estou certo que vem

Digo logo o que vim pra buscar

Correndo no meio do mundo

Não deixo a viola de lado

Vou ver o tempo mudado

E um novo lugar pra cantar