Released on June 15, 2014

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[Letra de "Distante"]


[Instrumental: Sam The Kid]


[Verso 1: Prizko]

Por menos voltas que dês a vida dá voltas

Sem te aperceberes se partes, não sabes se voltas

Vi-me a ceder mais cedo, topas? Ao filme do amor que conto

Sem medo das modas e das rodas de outro conto

Facilmente vi as formas, deixei de ver a fosco

De ser um parvo, um idiota, farto de sentir desgosto

Pode ser que dê a volta, mude ao que estou disposto

Romã pra já só brota se de facto for o oposto

De imediato opus-me a ti, pouco ou nada fui proposto

Tinha um costume, queria quebrá-lo como é suposto

Ser levado a bom rumo, libertá-lo a ser exposto

Elevado a outro cume incentiva-lo a meu gosto

Paixão ardente a dar lhe lume sem intervalo, sem encosto

Tirar um segundo, parar só para respirar fundo em agosto

Eu cá do cimo e ela de longe, fizemos os dois um acordo

Afastados a gente não esconde, que a distância não é confronto


[Refrão: Vinil]

Olha para mim, e diz me lá porquê

Que tu te afastaste sem sequer perceber

Eu não sou ninguém, nem sei se posso ser

Se tu não estás aqui, não sei como fazer


[Verso 2: Neck]

Já não sonho enquanto durmo, só sonho enquanto passas

Se soubesses o mundo que eu sonhei, tu até te passas

A dar asas à imaginação a pensar em casas

Junto à praia num serão, a volta das brasas

Na lareira, em família com a mobília do enxoval

Com os putos, com as prendas e o espirito de natal

Eu de avental com um visual do chefe que se prece

Com bacalhau, na mesa sobremesas e um leve

Licor com sabor a amoras que tanto adoras

Eu rei, tu rainha, ela fruto das nossas horas

De empenho no nosso quarto até tarde enquanto choras

Eu limpo te as lagrimas amor eu sei que adoras

Eu sei, eu sei que adoras quando te deitas no meu peito eu sei

Eu sei que coras quando eu sou daquele jeito eu sei

Eu só não sei o que serei sem ti, amor

Não quero voltar a sentir aquela dor por favor

Porque isto do amor tem muito que se diga "Chica"

Ate o homem mas forte frita, fica

O mais fraco, partido em cacos, com papos estranhos

Feito num oito, feito em trapos


[Verso 3: nastyfactor]

Apetecia-me 'tar aqui, cara pi, a colar a ti

Mas o tempo não pára e quer bazar à toa

Tomara a mim poder passar o dia assim

A conversar e a sentir que a companhia é boa

Boa, abraçar e apertar até partir

Perguntar se estás a curtir ou se estás farta e queres bazar a seguir

Ir para um spot diferente onde não se note

Que o nosso dote é fazer o que não se pode

Fumar weed ou sexo non-stop

Ninguém nos controla se a temperatura sobe

E se o passado foi cruel, o presente 'tá do belo

Faço o meu papel, galinha na pele

E minha, fofinha , põe me na linha

Aninha-te no meu peito como uma andorinha

Que chegou na primavera mais sevara pra trazer a vida

Atrevida mas sincera, como se espera de uma querida


[Refrão: Vinil]

Olha para mim, e diz me lá porquê

Que tu te afastaste sem sequer perceber

Eu não sou ninguém, nem sei se posso ser

Se tu não estás aqui, não sei como fazer


[Verso 4: Harold]

Tenho tentado ser forte, que nostalgia

Tentando ter sorte que sinto que merecia

Saudades de ter ao lado (Não sabes)

É divinal sentir me aconchegado depois do sexo matinal

Dizer o quanto bati mal sempre que te afastaste

Sempre que tu choraste não disse senti-me um traste

Os dias tão cinzentos e longos e sem contraste

Trocaste o que nos tínhamos e nem sequer te esforçaste

A sério tolice minha remédio burrice minha

Esperava ter-te ao lado enquanto a velhice vinha

Perdido desorientado e sei que mais se avizinha

Senti sem ter vergonha nunca disse que tinha

Ainda sinto o teu o perfume quando me deito

Ainda espreito a tua janela pra te ver no parapeito

Dias passaram nem penso direito

Não cabes , não sabes o que é orgulho

E um peito desfeito, querida