Released on June 1, 2015

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[Intro]

Oh, oh, oh, oh

Oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh

Oh, oh, oh, oh

Oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh

Oh, oh, oh, oh

Oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh

Oh, oh, oh, oh

Oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh


[Verso 1: Harold]

Passamos noites lá no sótão e de surra no meu carro

No chão e sem colchão, mas ela gosta e eu não paro

Ela diz que não namora e só ignora o coitado

Mas eu sei que ela namora pelo que tem publicado

E é engraçado, de fora dá vontade de metê-lo

Mas se fosse minha filha eu chegava-lhe a roupa ao pêlo

Eu mostrava-lhe que uma mulher não é a corpo nem o cabelo

E que atrás de um grande homem ela também tem de sê-lo

Que se foda o selo, a paleta e a etiqueta

Se ninguém te valoriza és mais uma neste planeta

E estás tão selfish, nua em selfies

Mas é fixe, no meio disto, tu já viste isto, visto que eu não presto (Huh)

Na ementa cada um põe o melhor

Pões o corpo ao pormenor, mas eu nunca exploro o resto (Hah)

Adoro tudo, esse peito e o cu

Mas eu batia na minha filha se ela fosse como tu


[Refrão: Filipe Gonçalves]

(Não)

Não me obrigues a julgar pela aparência

Quando jogas com pouca decência

Era essa a minha única exigência

Para estares perto de mim

(Não)

Não me obrigues a julgar pela aparência

Quando jogas com pouca decência

Era essa a minha única exigência

Para estares perto de mim (Wooh)


[Verso 2: Factor]

Miúda, és popozuda, mas caluda não te iludas, miúda

O que é que tu julgas? Princesa és no cu de Judas

Porque mudas. Mudas de homens como se fossem peúgas

Sejam tugas, zukas, guiguis ou monhés, tu estás em pulgas

Miúda manca-te, bem sei que muita coisa é só garganta

Mas ainda me espanta como é que bates de santa

Tu queres que eu acredite?

É que essa postura fraca não me excita nem me encanta

Nem despida, empinada, apanhada desprevenida

Nem armada em atrevida, a meter fotos ousadas

Diz-me se esse é mesmo o teu puro objetivo de vida

Ou simplesmente tu não sabes sentar de pernas cruzadas

É que dás o corpo ao manifesto só para teres tempo de antena

Mas

Eu vou-te ser honesto, a tua atitude dá pena

Sabes, eu nunca fiz karaté, e muito menos kung fu

Mas eu batia na minha filha se ela fosse como tu


[Refrão: Filipe Gonçalves]

(Não)

Não me obrigues a julgar pela aparência

Quando jogas com pouca decência

Era essa a minha única exigência

Para estares perto de mim

(Não)

Não me obrigues a julgar pela aparência

Quando jogas com pouca decência

Era essa a minha única exigência

Para estares perto de mim (Wooh)


[Verso 3: Papillon]

Filha minha que é filha minha nunca vai ser porn star

Nem vai postar pics a mostrar como o clitóris está

Eu vou-lhe dar educação e espero que ela lhe dê uso

E não emule essas mulas atrás de likes e views

Vai saber o seu valor e não vai ser gold digger

Não vai ser como tu, por isso não vai ser bandida

Não vai ter relações sem preserva com nenhum nigga

E só quando estiver preparada é que engravida

Filha minha que é filha minha vai-se dar ao respeito

Ao mostrar as qualidades, nunca vai mostrar o peito

Não se vai rebaixar para nenhum macho pretensioso

Vai ter mais na sua cabeça que homens ricos no bolso

Vai ser a grande mulher atrás do marido dela

Nunca será infiel, porque quem ama, zela

Não agredia, mas dava valentes palmadas no cu

Ya, batia na minha filha se ela fosse como tu


[Ponte: Papillon]

(Oh, oh, oh, oh)

Batia na minha filha se ela fosse como tu

(Oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh)

(Oh, oh, oh, oh)

Batia na minha filha se ela fosse como tu

(Oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh)

(Oh, oh, oh, oh)

Como tu, como tu

(Oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh)

(Oh, oh, oh, oh)

(Oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh)


[Scratches: DJ X-ACTO]


[Refrão: Filipe Gonçalves]

(Não)

Não me obrigues a julgar pela aparência

Quando jogas com pouca decência

Era essa a minha única exigência

Para estares perto de mim

(Não)

Não me obrigues a julgar pela aparência

Quando jogas com pouca decência

Era essa a minha única exigência

Para estares perto de mim (Wooh)