Nimbus

By GriLocks

On NIMBUS

Released on May 10, 2019

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[Verso 1]

Escrevi o NIMBUS em vários Olimpo’s

Versos nos limbos, de ouvidos limpos

Dias são lindos, e se não forem, eu imagino

Se acordo o lado depressivo, lá, nada eu origino

Com origem e sem destino, percorro o meu êxodo

Mas diz-me como é que corro, com as pernas em lodo

Não existe nenhum socorro, resta-me o dia seguinte

Sentia fome a dia 8 e só recebia a dia 20

Mas sempre fui tão cínico a lidar com a minha raiva

Enquanto a alma drena a dor, o meu sorriso lava-a

Uns disseram que não dava, talvez eu só sonhava

Mas еsses nunca tiveram por onde еu caminhava

Sinto uma dádiva, sinto uma dúvida

A vida é ácida e pouco lúcida

Não aproveita-la é só uma cena estúpida

Se existo num lugar é em forma de música

Morre sempre quem não deve

O tempo é funerário, todo o cenário é breve

Alargo horizontes mais do que alargo os ombros

Sem sobras nem sombras eu tenho escrito em escombros

Filho do Verão como eu adoro os dias longos

Não é sonho, isto é visão, como eu compreendo os loucos

Poupa-me essa essa simpatia solta-me antes empatia

Viver de amor, arte e poesia

Minha escrita é nua, passo muito tempo na Lua

Encontro pouca gente que actua, e não compactua

A vida é uma, feita com sexo a dois

Vive o prazer agora mataste num cigarro depois

Conversas com os botões, merdas de questões

Não faço serenatas mas tendo a fazer serões

Nervos moem-me o juízo, ansioso sem ser preciso

Tanto que cismo que acabo sempre indeciso

“Sobreviventes no Inferno à procura dum Paraíso”

Rhymeshit Que Abala Rap sempre foi compromisso

É só aqui que eu desabafo e eu não consigo mudar isso

Pessoas tendem a julgar-te sem ter moral para isso


[Refrão]

Não sou nenhum profeta mas sei o que eu faço aqui

Não quero atenção aquilo que eu faço e por ti

Poeta contemporâneo e as rimas falam por si

É quando todos duvidam que acredito mais em mim

Não sou nenhum profeta mas sei o que eu faço aqui

Não quero atenção aquilo que eu faço e por ti

Poeta contemporâneo e as rimas falam por si

É quando todos duvidam que acredito mais em mim


[Verso 2]

Dá-me beats que eu devoro

Cadernos que eu decoro

Inúteis que eu ignoro

Não tenho Dó mas sou maior

Eu nem cuspo, esgarro mesmo é na vossa cara

Até num lusco-fusco a minha visão é clara

É tudo porcos numa vara, deixa-os andar à larga

Ninguém quer dar a mão

Meter a pata ‘I got a lara’ (I got a lot of)

Tua qualidade é fraca mas o papa mete a paka

A tua escrita não retrata a tua vida de forma exacta

E essa prata é só uma capa para bilhar de forma opaca

Esta rotina só me mata, eu queria uma mais pacata

Cresci com meios mas sem mimos, com medos mas sem mapa

Se a tua vida é complexa então a minha é compacta

É só mimados do caralho não deixam (marca)

Mas querem marca (s)

Tou em sarilhos e em trabalhos só saiu daqui na maca

Meu bwoy tu sai, esta merda é o meu Bonsai

Raízes de um Faray e estrutura de um Samurai


[Scratch: DJ Nelassassin]