Released on October 11, 2018

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[Verso 1]

Visto minha fantasia idiota de homem

E saio nos braços da noite

Navego e divago

Faço tantas ligações como Carbono

Nem forte, nem frágil

Procuro por competidores, isso não parece sábio

Chato como um fã de Death Grips

Eu mastigo o passado, e comparo

“Será que um dia eu vou lotar um estádio?”

Respiro o cheiro do ralo

Mas não enlouqueço tão fácil

Mesmo quando os sonhos são enlameados

Nunca soube interpretá-lo

Tão grande é o meu despreparo

Surgiram tubarões no mar do meu liricismo

Pra vocês parecem carpas e eu mantenho o ritmo

Leve e assertivo como bailarino

Contando os minutos no relógio do destino

No meio da crise de ansiedade que ainda não domino

Eu enfrento (o) covarde, e grito

Ando rouco por isso

No meio da crise de ansiedade que ainda não domino

Ando rouco por isso

A falta de ar já é por outro motivo


[Ponte]

Não me diga o que eu posso ou não fazer

Não se domestica ave de rapina

Tu prefere quando eu canto, pode crer

Mas eu não quero palpites de um escravo de rotina

Aos trancos e barrancos pode até ser

Mas eu tô no comando da minha vida

Esquece a falsa percepção de tu

Toma chuva na cabeça pra ver se a lágrima espia


[Refrão]

Esfria quando tu põe a cara na janela

Congela os cílios

Mas a vista é bela

Não evite, não evite

Esfria quando tu põe a cara na janela

Congela os cílios

Mas a vista é bela

Não evite

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